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18/02/2014 18:28 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

Câmara articula a criação de CPMI dos black blocs

Demonsrtators hold a minute's silencefor  Santiago Andrade, during a joint protest against a rise on public bus fares and the Brazil 2014 FIFA World Cup,  in Rio de Janeiro, Brazil, on February 10, 2014. Brazilian cameraman Santiago Ilidio Andrade, who had been struck on the head by a flare during last week protests, was declared brain dead early today.  AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA        (Photo credit should read YASUYOSHI CHIBA/AFP/Getty Images)
YASUYOSHI CHIBA via Getty Images
Demonsrtators hold a minute's silencefor Santiago Andrade, during a joint protest against a rise on public bus fares and the Brazil 2014 FIFA World Cup, in Rio de Janeiro, Brazil, on February 10, 2014. Brazilian cameraman Santiago Ilidio Andrade, who had been struck on the head by a flare during last week protests, was declared brain dead early today. AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA (Photo credit should read YASUYOSHI CHIBA/AFP/Getty Images)

Brasília - Deputados articulam a instalação de uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) com o objetivo de investigar o movimento black bloc no Brasil. Na tarde desta terça-feira, 18, os líderes do Solidariedade, deputado Fernando Francischini (PR), e do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), começaram a recolher assinaturas no colégio de líderes da Câmara pedindo a criação do colegiado, que também apurará a eventual relação de partidos políticos com o movimento. Eles irão em seguida pedir celeridade ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para o processo de instalação. Além do SDD e do PMDB, segundo divulgou Francischini, assinaram o pedido os líderes na Câmara do PR, PP, PSDB, DEM, PPS, PSD, PDT, PSC, PTB e da Minoria.

"Ficou claro com a morte do jornalista da rede Bandeirantes (Santiago Andrade), e também com os que se feriram (nos protestos), que existem pessoas que estão indo com o intuito de destruir e assustar a população de bem", declarou Francischini.

Para a criação de uma CPMI, é necessário o aval de ao menos 171 deputados e de 27 senadores. O líder do SDD acredita que o fato de o requerimento de instalação contar com o apoio de 12 lideranças deve acelerar a coleta das assinaturas. Francischini argumentou que a CPMI deverá investigar se há "aliciamento ou financiamento" de black blocs no País. "Estamos no ano da Copa do Mundo e muita gente tem interesse em afastar a população das ruas no nosso País", acrescentou.

A proposta de instalação de uma CPMI veio após a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da rede Bandeirantes, que foi atingido por um rojão enquanto cobria um protesto no Rio de Janeiro. O auxiliar de limpeza Caio Silva de Souza, preso pela morte do cinegrafista, declarou que algumas pessoas receberiam dinheiro para participar dos protestos, citando em seu depoimento partidos como o PSOL e o PSTU. Os partidos negam apoiar atos que promovam a violência.

Sem citar nomes, o deputado Francischini disse também que a CPMI, uma vez criada, vai investigar a relação de autoridades com foro privilegiado com o movimento black bloc. "Não podemos deixar pairando sobre partidos, políticos e autoridades pecha de que estão movimentando os black blocs", concluiu.