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16/02/2014 16:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

Manifestantes ucranianos antigoverno encerram ocupação na prefeitura de Kiev

Reuters

Manifestantes ucranianos antigoverno encerraram uma ocupação de dois meses na prefeitura de Kiev neste domingo e abriram uma via para tráfego limitado para atender a uma oferta de anistia que visa facilitar um impasse em relação ao governo do presidente Viktor Yanukovich.

As autoridades, por sua vez, retiraram a tropa de choque de um distrito violento da cidade, perto do estádio de futebol Dynamo de Kiev, onde pelo menos três manifestantes morreram em janeiro durante a violência entre ativistas radicais e policiais.

Apesar dos movimentos conciliatórios dos dois lados, os líderes da oposição procuraram manter a pressão sobre Yanukovich, dizendo a um grupo de partidários na Praça da Independência de Kiev que ele deve abandonar o poder “"ditatorial”" e permitir que eles formem um governo independente.

Mas a tensão ainda fervilhava na cidade antes de uma sessão parlamentar que ocorrerá na terça-feira, quando Yanukovich pode apresentar seu candidato a primeiro-ministro –- uma atitude que vai mostrar até que ponto ele está preparado para fazer mais concessões à oposição, depois de 12 semanas de confrontos, muitas vezes sérios, nas ruas.

A agitação foi provocada quando Yanukivich rejeitou em novembro um acordo de livre-comércio com a União Europeia, há muito tempo em formação, e optou por aceitar um pacote de crédito russo de 15 bilhões de dólares e gás mais barato para reforçar a economia debilitada da Ucrânia.

A revolta se transformou em protestos espalhados por todo o país contra a corrupção na administração de Yanukovich, desencadeando um conflito geopolítico entre o Oriente e o Ocidente, já que os Estados Unidos e seus aliados pediram que Yanukovich optasse por um acordo com a Europa apoiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).