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14/02/2014 19:39 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:03 -02

Economia de energia durante horário de verão fica abaixo do esperado

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São Paulo, Distrito Federal e Santa Catarina foram os Estados que mais pouparam energia durante o horário de verão, que termina na madrugada deste domingo (16). O resultado foi apontado, nesta sexta-feira (14), pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que constatou também uma redução abaixo do esperado nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul durante os últimos 119 dias.

Segundo o levantamento, São Paulo lidera a lista com uma economia de 4,8%. Em seguida, aparecem o Distrito Federal e Santa Catarina com uma redução de 4,4%, cada um. Já o balanço das regiões sinalizou uma diminuição de aproximadamente 4% da demanda de energia durante os horários de pico, cerca de meio ponto percentual abaixo da expectativa do Ministério de Minas e Energia. Isso porque, nos últimos meses, essas regiões enfrentaram recordes de temperatura, que impactaram diretamente no gasto energético devido ao uso frequente de aparelhos de ar-condicionado, ventiladores e umidificadores.

De qualquer forma, Hermes Chipp, diretor geral do ONS, avalia os resultados de maneira positiva. A justificativa é que a redução da geração térmica exigiu menores custos de manutenção das redes de transmissão, totalizando uma economia de R$ 405 milhões.

Com as altas temperaturas, não seria o caso de manter o horário de verão?

Por conta das discussões envolvendo racionamento de energia, devido à escassez de chuva e consequentes baixas nos reservatórios de água, Reinaldo Castro Souza, professor do Centro Técnico Científico da PUC-Rio, defende a ideia de extensão do horário de verão. “O fim dele, provavelmente, vai coincidir com uma mudança do clima. Mas, caso isso não ocorra, e o calor continue insuportável, o gasto energético nos horários de pico, em torno de 16h e 17h, vai resultar em uma mudança brusca no fornecimento. E o ONS precisará estar preparado para atender a essa demanda súbita. Ou seja, no momento em que o governo até acena para um eventual controle da carga, devido à falta de chuva, por que não manter o horário? Essa medida reduziria, com certeza, os riscos de apagão. Afinal, trata-se de uma emergência.”

Mas enquanto o governo não sinaliza para nenhuma mudança no decreto, Reinaldo ressalta que a ajuda deverá vir do consumidor. “Mais uma vez, é ele que terá que ‘pagar’ essa conta para ajudar o sistema. Por isso, aconselha-se que o uso de aparelhos com consumo energético elevado seja evitado no final da tarde e início da noite. E isso vale, principalmente, para o ar condicionado. As bombas d’água também merecem uma atenção redobrada. Por favor, tente ligá-las pela manhã”, alerta. E os banhos, que já estavam mais curtos por conta dos riscos de racionamento de água, devem continuar rápidos para que a energia gasta pelo chuveiro seja controlada.

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