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30/01/2014 15:41 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Mujica quer que cidadãos do Mercosul tenham residência permanente no Uruguai

Uruguay's President Jose Mujica  speaks during a ceremony to launch a new catamaran ferry between Montevideo and Buenos Aires in Buenos Aires, Argentina,  Monday, Sept. 30, 2013. The ferry that will begin operating Oct. 2 and will cut the travel time between the two capitals has been christened ?Francisco? in honor of the new Argentine pope. The vessel can carry up to 1,000 passengers and 150 cars while making the trip in two hours, 12 minutes, compared to about 3 hours for ferries now in service.(AP Photo/Natacha Pisarenko)
ASSOCIATED PRESS
Uruguay's President Jose Mujica speaks during a ceremony to launch a new catamaran ferry between Montevideo and Buenos Aires in Buenos Aires, Argentina, Monday, Sept. 30, 2013. The ferry that will begin operating Oct. 2 and will cut the travel time between the two capitals has been christened ?Francisco? in honor of the new Argentine pope. The vessel can carry up to 1,000 passengers and 150 cars while making the trip in two hours, 12 minutes, compared to about 3 hours for ferries now in service.(AP Photo/Natacha Pisarenko)

Enquanto você lê este artigo, está em avaliação no Uruguai um projeto de lei que, se aprovado, dará a "nosotros" o direito de morar permanentemente no Uruguai, a Pasárgada dos hippies latinos. O presidente uruguaio, José Pepe Mujica, enviou ao parlamento um projeto de lei que dá residência permanente "automática" no Uruguai a todos os cidadãos dos países do Mercosul. Argentina, Brasil, Paraguai, Venezuela, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru podem cruzar os dedos.

Deputados e senadores ainda precisam votar para a aprovação da medida, que modifica a lei de Migração número 18.250. Outros estrangeiros deverão seguir trâmites mais rigorosos com mais exigências, segundo o jornal uruguaio El País.

Leia também: As várias faces de Pepe Mujica, o legalizador da maconha

Uma das justificativas para o projeto de lei é a “vocação integracionista” do país. “(O projeto) é parte de uma política de imigração com base em uma perspectiva de direitos e em linha com os compromissos nacionais assumidos”, em referência ao acordo do Mercosul em 2002.

O projeto de lei enviado ao Parlamento também facilita a residência permanente no país a cônjuges, pais, irmãos e netos de uruguaios.

Em 2013, houve um salto considerável de busca de residência permanente no Uruguai. Somente no ano passado, o Uruguai deu residência permanente a 1.645 cidadãos argentinos, sendo que em 2012 foram 461. O número total de residências permanentes em 2013 foi 5.885, contra 2.426. Em tempo: o Uruguai só legalizou a produção e o comércio da maconha em dezembro do ano passado.