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22/01/2014 08:21 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Presidente Dilma estreia no Fórum Econômico Mundial nesta quarta-feira em Davos

Brazil's President Dilma Rousseff, listens to Petrobras' President Gracias Fortes during the signing ceremony for the first contract of Brazilian Pre-Salt oil field, at the Planalto presidential palace, in Brasilia, Brazil, Monday, Dec. 2, 2013. Brazil has just signed a contract with a consortium of four foreign companies and one Brazilian, for the extraction of its largest oil field to date. (AP Photo/Eraldo Peres)
ASSOCIATED PRESS
Brazil's President Dilma Rousseff, listens to Petrobras' President Gracias Fortes during the signing ceremony for the first contract of Brazilian Pre-Salt oil field, at the Planalto presidential palace, in Brasilia, Brazil, Monday, Dec. 2, 2013. Brazil has just signed a contract with a consortium of four foreign companies and one Brazilian, for the extraction of its largest oil field to date. (AP Photo/Eraldo Peres)

A presidente Dilma Rousseff tentará convencer nesta semana a elite empresarial do mundo em Davos de que o país ainda é um bom investimento, apesar de três anos de baixo crescimento.

Será a primeira visita de Dilma ao Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça -- e a estadista já começa palestrando no primeiro dia, segundo informação do G1 . O objetivo é assegurar aos ricos e poderosos que ela adota uma postura amigável com empresas e responsável pelo lado fiscal.

É uma grande reviravolta para a presidente, que desenvolveu uma reputação por medidas de mão pesada que apertaram os lucros de algumas companhias e prejudicaram os preços das ações. Dissipar o ceticismo sobre o futuro do Brasil será uma tarefa difícil antes do processo eleitoral em outubro.

"Ela tentará convencer a comunidade empresarial internacional de que é mais pragmática que ideológica, mas ninguém realmente espera que o governo faça um esforço imenso para equilibrar a política fiscal no ano eleitoral", afirmou o analista político da MCM Consultores Ricardo Ribeiro.

A economia brasileira cresceu apenas 1 por cento em 2012 e as saídas de capitais tiveram o maior fluxo desde 2002. Os gastos públicos registraram gradual expansão e as receitas tributárias desaceleraram devido ao fraco crescimento e às maiores desonerações feitas com objetivo de estimular indústrias, elevando o risco de rebaixamento de crédito neste ano.

O Brasil não é mais a menina dos olhos de Wall Street que foi durante a expansão alimentada por commodities na época do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diferente de Dilma, Lula participava regularmente de Davos.

Outros nomes

Dilma não será a única presença brasileira em Davos. Segundo informação do Estadão, Graça Foster, presidente da Petrobrás, Ricardo Vilela Marino, presidente do Itaú e Marcelo Neri, ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada também estarão no Fórum.