OPINIÃO

O primeiro monstro que conheci no Festival CulturaDigital.Br

25/02/2014 16:11 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:51 -02
Flickr/Virei Viral

Não canso de dizer o quanto o Festival Internacional CulturaDigital.Br foi importante na minha trajetória. Qualquer dia desses vou escrever um texto falando só sobre ele.

Na época do festival, eu era estagiária de comunicação e cultura digital na Agência de Redes Para a Juventude e soube que esse evento aconteceria em um dos espaços mais bonitos do Rio de Janeiro: no MAM.

O Rodrigo Savazoni estava na palestra de abertura, que aconteceu no Odeon, e eu só consegui entrar porque alguma alma bondosa que estava tomando chope no verdinho da Cinelândia me doou um ingresso.

Na entrada do cinema, estava o Rodrigo: com uma camisa vermelha se preparando para começar a discussão daquela noite. Além da camisa vermelha, que depois percebi que não era uma escolha de cor incomum no dia-a-dia dele, também me marcou o quanto duas pessoas, que eram minhas maiores referências de cultura na cidade, elogiavam o Savazoni, após um caloroso abraço e uma passada de mão nos cabelos dele.

A partir disso, curiosa que sou, anotei seu nome nas notas do meu celular. Cheguei em casa naquele mesmo dia e coloquei "Rodrigo Savazoni" no Google. Aí que eu bolei mesmo. Descobri que ele era um dos caras mais importantes do país em relação a cultura e comunicação. Envolvido em várias iniciativas sensacionais, como a Casa de Cultura Digital de São Paulo, "ativista do compartilhamento do conhecimento", como ele mesmo diz, entre outras coisas.

Foi uma honra conhecer o Rodrigo naquele dia. Depois, tive a chance de assistir a uma bela playlist que ele preparou para o Virei Viral, uma mostra de conteúdos virais que aconteceu no ano passado aqui no Rio de Janeiro. E, claro, dei um abraço nele e continuamos em contato.

Pela rede, soube de seu mais novo trabalho, o livro A onda rosa-choque, lançado em São Paulo mês passado. Nessa publicação, Savazoni organizou artigos acadêmicos, jornalísticos e entrevistas que enfocam aspectos da cultura digital e das transformações políticas e sociais ocasionadas pelas novas tecnologias de comunicação e informação. O livro também se debruça sobre a experiência do governo Lula, em especial do Ministério da Cultura de Gilberto Gil e Juca Ferreira na promoção e articulação de políticas públicas de cultura digital.

Ainda não li. Espero fazer isso muito em breve. Mas já fico bastante feliz por ele ter disponibilizado na internet antes mesmo de chegar nas livrarias.

Valeu, Rodrigo! Espero que teus caminhos sejam tão bons quanto aquela googlada que fiz com teu nome.

O livro pode ser baixado e compartilhado nos seguintes links: