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Yasmin Thayná

Cineasta

Yasmin Thayná tem 23 anos, nasceu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e cresceu na Vila Iguaçuana, em Santa Rita. Começou a rabiscar quando decidiu entrar para o grupo de jovens repórteres de sua cidade onde participou como repórter no projeto "memórias do cárcere", realizado na 52ª DP e além de escrever para o blog CulturaNI. Aprendeu a pensar nos cineclubes e nas conferências de cultura que participou. É estudante de comunicação social da PUC-Rio e interessada por assuntos ligados à cultura digital, comunicação, cinema, literatura, raça e gênero. Passou pela Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu e outros cursos de audiovisual. Desde os 16 anos dirige, escreve e participa de produções de curta-metragem. Idealizou um projeto de audiovisual onde trabalhou com mais de 300 alunos da rede pública de ensino da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Depois de ter inventado umas 3 vidas, hoje além de escrever no Brasil Post, trabalha na Fundação Getulio Vargas na Diretoria de Análises de Políticas Públicas (FGV-DAPP) como pesquisadora em política pública e comunicação, co-fundou o projeto Nova Iguaçu Eu Te Amo, faz parte do Coletivo Nuvem Negra (coletivo de estudantes negros da PUC-Rio) e é diretora e roteirista do filme KBELA, uma experiência cinematográfica sobre ser mulher e tornar-se negra.
shutterstock

O que se pode produzir num festival de cinema?

Festival de cinema é espaço de encontro. Lá a gente mata a saudade dos amigos, conhecemos pessoas que só vimos nas redes sociais, recebemos elogios e críticas negativas sobre os filmes exibidos, distribuímos abraços, poesias, conseguimos emocionar pessoas, encorajar, dizer um ponto de vista, contar uma história que alguém nunca ouviu e até mesmo encontrar um grande amor. Não é possível listar todas as possibilidades que um festival pode produzir nas nossas vidas. Tem algumas coisas que são insignificantes, outras que te deixam marcas para toda vida, que você chega chora quando lembra do que viveu.
14/07/2016 17:23 BRT
Reprodução

Você ainda não viu nada. É só um ano do Coletivo Nuvem Negra

Este mês o Coletivo Nuvem Negra completa um ano de existência, resistência, insistência e luta. Há um ano, uma Nuvem Negra se formou. Forte e potente. Trovejante e sagaz. Um misto de generosidade e fúria. Há um ano nós surgimos. Negros e negras que se olharam nos olhos e se reconheceram um no outro.
13/04/2016 15:33 BRT
Chris Stein via Getty Images

Quem são os realizadores?

Eu sou Yasmin Thayná, uma realizadora há sete anos. Sou da Baixada Fluminense, de Nova Iguaçu e vi no cinema uma possibilidade de romper com toda a ideia de pobreza que sempre me foi colocada durante a minha vida.
28/12/2015 19:01 BRST
matthileo/Flickr

Os racistas têm o abismo. Nós temos que ter o amor

Passei 18 anos da minha vida não me reconhecendo, sem saber quem eu era, me anulando para agradar os padrões que nos são impostos. E pra mim hoje é o seguinte: dane-se os padrões. Vocês podem tentar destruir, humilhar, constranger. Aqui não passa nada! Estamos chegando para sermos os próximos narradores desse país.
29/07/2015 17:59 BRT
reprodução/facebook/maria clara araújo

Por que a gente não tem amigo trans?

Nunca circularam pela minha casa pessoas trans. Minha família também não convive com pessoas trans, nem vejo trans nas "selfies" que são publicadas no Facebook/Instagram da galera descolada que vai nas festinhas descoladas do Rio de Janeiro. Não tenho nenhuma pretensão de estudar essa questão na academia porque acho que é hora das próprias pessoas trans escreverem cada vez mais sobre suas questões. Acho que não tenho que ser protagonista nessas questões. Mas vejo que é tarefa nossa, também, de cada vez mais nos fortalecer, lutando sempre por novas representações.
26/03/2015 17:09 BRT
Renato Galvão/arquivo pessoal

'Agora tudo é racismo, vocês são muito chatos'

Na maioria das vezes que publico algum caso de racismo, é quase automático vir uma pessoa dizer: "vocês são muito chatos." A grande questão é que essas pessoas que dizem isso são racistas, machistas e homofóbicas, transfóbicas, gordofóbicas etc. São porque elas não conseguem ouvir o outro e acreditar que um comentário pode ofender.
26/02/2015 15:27 BRT
Getty Images

"Como pode um preto humilhar um preto?"

Quando um grupo de meninas começa a discutir raça pelo cabelo elas estão fazendo política! A luta não é pelo aplauso, a luta não é para ditar que a sociedade tem que ver o cabelo, a pele de negro como bonito, mas vê-lo como GENTE.
12/08/2014 13:30 BRT
Reprodução/Facebook

"Eu não mereço morrer assassinado"

Começou na rede de ontem para hoje uma mobilização entre os dançarinos do passinho e outros jovens fãs e amigos de Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG, dançarino do Bonde da Madrugada e do programa Esquenta.
24/04/2014 17:07 BRT
Getty Images

Yasmin Thayná : "Menos favor, mais amor"

Mesmo que eu me jogue meio errado, com a coluna torta, e com o braço na frente, o joelho dobrado, a cabeça de lado, sem sincronia e não dê certo, quero sempre ter fé de que se jogar faz bem para a alma.
04/04/2014 16:44 BRT