OPINIÃO

Vai abrir um vinho? Veja 5 dicas para apreciá-lo ainda mais

A temperatura, o estado da rolha e o tempo de taça são fundamentais para a sua experiência.

09/08/2017 10:06 -03 | Atualizado 14/08/2017 22:12 -03
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A melhor hora do dia é quando você pode abrir uma garrafa de vinho e relaxar.

Você já viu alguém girando uma taça de vinho freneticamente, cheirando rolha, dando pequenos goles, bochechando e, ao final, cuspindo o vinho? São algumas das técnicas de degustação que assustam muito à primeira vista.

Mas é preciso aprender técnicas ou fazer um curso para saber apreciar um vinho? É claro que não. Vinho é uma bebida feita para proporcionar prazer a quem o bebe. Essa satisfação tanto pode ser encontrada por quem gosta de ficar analisando o vinho e as suas características, quanto por quem gosta de beber aquele vinho depois do trabalho, gole a gole, sem métodos e sem pressa.

Existe muita firula para beber vinhos, mas algumas práticas podem realmente ajudar na hora de apreciá-lo. Não estamos falando de técnicas complexas e nem de rituais. São ações que aprendemos muito mais por necessidade do que por etiqueta.

Antes de abrir a garrafa: temperatura

Algumas bebidas ficam melhor se estiverem mais frias, outras só ficam boas mais quentes. No caso dos vinhos, você encontra uma indicação no próprio rótulo - temperatura de serviço - mas faz tempo que o nosso termômetro oficial é a boca.

Na falta de uma adega climatizada ou de um balde de gelo, antes de abrir um vinho, nós o colocamos no refrigerador, independentemente da estação. Evitamos o estupidamente gelado (porque fica impossível de sentir o gosto e os aromas) e a temperatura ambiente.

É difícil indicar um tempo ideal de refrigerador, porque depende, entre outras coisas, do seu gosto e do aparelho. Nós gostamos de tintos frescos (uns 20-30 minutos de refrigerador); os brancos e os rosés, mais frescos (cerca de 1h); e os espumantes, bem resfriados (cerca de 2h30 a 3 horas).

Na hora de abrir o vinho: de olho na rolha

Você compra uma caixa de suco que parece que foi aberta? Então jamais comprará um vinho que pareça mal vedado. A rolha ou a tampa é o que impede que o vinho fique em contato com o ar, não se contamine e nem se avinagre.

Vinho com a tampa frouxa ou com a rolha deteriorada é um forte indício de que ele pode estar defeituoso. Nós já tivemos mais de uma experiência de comprar vinhos com a rolha mofada, mas, por sorte, era um problema superficial.

O receio de beber algo estragado faz que o ato de abrir um vinho seja feito com calma: olhamos a rolha, se está íntegra ou não, nós a tiramos com cuidado, cheiramos a parte de dentro dela para ver se aparece algum odor suspeito e, se tudo estiver bem, seguimos em frente.

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Ao servir o vinho: oxigenar

Isso faz muita diferença para os vinhos tintos. Alguns precisam de mais e outros precisam de menos tempo de taça (ou de decanter), mas todos precisam desse respiro depois de abertos. Isso nós só aprendemos na marra: muitos tintos que abríamos e colocávamos na taça para prontamente beber iam ficando diferentes com o tempo: mais ou menos fortes, mais ou menos amadeirados.

Nós começávamos com um vinho e terminávamos com outro completamente diferente, o que poderia ser uma surpresa boa ou não. Brancos e rosés não precisam disso, embora um tempinho a mais ali na taça já tenha feito alguns exemplares ficarem mais gostosos. Espumantes? Servimos e bebemos na hora, porque as borbulhas são a melhor parte.

Antes de beber: girar a taça e cheirar

O movimento facilita a tal liberação dos aromas do vinho. Isso serve para duas coisas:

1) sentir se há algum aroma estranho – é a sua última chance antes de botar o vinho na boca;

2) sentir os aromas antes de bebê-lo. Pode parecer uma firula saber que aquele vinho tem um aroma frutado ou amadeirado, mas isso pode te ajudar a identificar o estilo que você curte.

Ao beber... Comer!

Nós temos um blog e avaliamos vinhos semanalmente. No começo, bebíamos sem acompanhamento. Porém, notamos que um prato ou petisco deixavam tudo mais interessante. É o famoso "apreciar as boas coisas da vida". Hoje, ao comprar um vinho, sempre pensamos em algum belisco ou refeição gostosa para servir junto. O saldo final é sempre o mesmo: barriga cheia e garrafa vazia!

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Tim tim!

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