OPINIÃO

Toda criança é um cidadão em formação

04/01/2016 16:26 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

O que aprende a criança rodeada por adultos que são investidores sociais?

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Falamos recentemente sobre a importância de inserir as crianças nas tarefas do lar como uma maneira de ensiná-las sobre responsabilidade e coletividade dentro de casa.

A responsabilidade social é um aprendizado parecido, mas em maior escala. De que maneiras as crianças podem aprender a se tornarem atores sociais engajados?

Quando pensamos na sociedade, a grandeza e solidez das instituições muitas vezes nos dá a impressão de que elas são imutáveis. Acreditamos, porém, que a ação individual, quando transformada em ação coletiva, tem capacidade de provocar mudanças de grande escala. Quando falamos aqui, por exemplo, sobre a importância de pensar no impacto que a exposição a pequenas corrupções - furar a fila, "dar uma carteirada" - tem na formação das crianças, é para refletirmos sobre como essas crianças tornam-se os adultos que podem perpetuar ou não comportamentos sociais que consideramos negativos.

O ponto é: se queremos mudar algo em grande escala, é preciso começar em casa, criando nossos filhos para se tornarem os cidadãos que queremos para o país.

No artigo "País precisa de mais investidores sociais", Leonardo Letelier , diretor da SITAWI -- Finanças do Bem e Beatriz Cardoso, diretora executiva do Laboratório de Educação, dão uma sugestão de como cultivar esse hábito nas crianças (e em nós mesmos):

Se acreditamos que nem o mercado nem o governo resolverão todos os problemas, precisamos de uma sociedade civil engajada e com organizações fortes e soluções criativas.

Caso queira ajudar a criar uma cultura de doação mais sólida e viabilizar a transformação social, faça a sua parte: quando for dar mesada ao seu filho(a), divida-a em três envelopes: um para ele(a) poupar, outro para gastar e um terceiro para doar.

Caso queira fazer algo você mesmo, doe, doe mais e doe melhor. Sinceramente, esperamos que faça ambas.

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