OPINIÃO

Como ajudar as crianças a entender a política brasileira?

14/03/2016 15:55 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
USAG-Humphreys/Flickr
Click here to learn more about Camp Humphreys U.S. Army photos by Victoria Choi By Victoria Choi USAG Humphreys Public Affairs CAMP HUMPHREYS — Summer vacation has come to a close and Humphreys American School (HAS) welcomed children back here on Monday morning, Aug. 27. All elementary and middle school students with their parents were welcomed by HAS Principal Joyce Diggs and Colonel Darin S. Conkright, United States Army Garrison Humphreys Commander, at the bell-ringing ceremony. This traditional gathering is an opportunity for students, faculty, staff, and their families to formally usher in the year and welcome new members of Camp Humphreys community to the campus. “The ringing of the school year brings the whole school together and starts the new (school) year in a good cheerful way. That is the way in which we welcome each other,” said Elena Johnson, the school librarian. In his speech, Conkright emphasized the importance of reading and physical fitness for students. “Anytime you can read and you have chance to, do it. It is much more fun than watching TV,” he said. “If you do those things, everything else in life is easy, I promise,” he added. At the end of the brief ceremony children, parents and teachers yelled out ‘Yeah’ while HAS principal and the Garrison Commander rang the bell which represents the official opening of the new school year. After the ceremony, students proceeded to their classrooms and got the opportunity to get to know their new classmates and teachers. They also got introduced to teacher’s rules, regulations and expectations. “During the first day there a lot of administrative things that need to be done. But once we get through that we get right into educational components. I think it was wonderful that we had a sunny day and our garrison commander came and rang our school year for us. I think it was wonderful way to bring the school and the community together,” said Carlon Munroe, the elementary school teacher. “The school provides great support and I believe kids are excited to be here. They are eager to learn and it is great. It is the best we can expect.”

Corrupção, delação premiada, condução coercitiva. Essas e outras atitudes podem ser discutidas com as crianças para que elas possam pensar a respeito e formar seus princípios e valores relacionados ao que vivem.

Valores, princípios, normas e atitudes são aspectos que necessitam sempre ser refletidos com consciência e vivenciados em suas diferentes dimensões no dia a dia das crianças.

Isso é importante para que elas possam compreender e incorporar estes pontos como sua forma de viver e lidar com as situações que surgirem no caminho.

Situações diversas que as crianças vivenciam podem suscitar que elas assumam posturas muito próximas às atitudes de corrupção e delação. Por isso é importante poder falar sobre esses temas com elas e permitir uma reflexão mais profunda, favorecendo aprendizagens significativas.

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Imagem: Renato Alarcão

E para nos ajudar a pensar mais e melhor sobre esse assunto, nada melhor do que analisar uma situação retratada em uma história.

Longe de querermos reduzir o maravilhoso conto de Machado de Assis - Conto de Escola - a um tema ou aspecto único, pois sabemos que ele tem um valor literário incomensurável, podemos olhar para o que vivem os personagens Pilar, Raimundo e Curvelo aproveitando o foco da corrupção.

Uma situação que parece simples: ajudar um colega que tem dificuldades em aprender e receber pagamento para isso.

Onde está o problema?

De um lado, está na própria reflexão que Pilar faz a respeito: "Se me tem pedido a coisa a favor, alcançá-la-ia do mesmo jeito, como de outras vezes". O limite pode estar no que se recebe por uma coisa que não lhe é devida. Mas a vontade de ter o que é oferecido supera o bom senso da honestidade.

No outro lado - da delação - está Curvelo que denuncia os colegas ao professor pela atitude testemunhada.

Como lidar também com essa atitude? Como ver e não fazer parte?

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Imagem: Nelson Cruz

A reação do professor o faz se arrepender de sua atitude. O medo de Pilar o faz fugir e se esconder na saída da escola.

Tudo isso ocorre em tempos idos e mostra atitudes de violência física por parte do professor que hoje não vivenciamos mais - além de já sabermos que não é um bom recurso.

Mas e se tudo ocorresse hoje? Como poderíamos ajudar essas crianças a aprenderem com esse caso?

Situações como essa são delicadas e não demandam uma única forma de lidar com elas. Mas nós, adultos, precisamos estar atentos para poder ajudar as crianças a pensar e formar seu caráter, pois a maneira como negamos ou aceitamos tais circunstâncias em nossas vidas ajudam a construir os valores e os princípios desses pequenos que convivem conosco.

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