OPINIÃO

Um papo com o 'pai' do mensalão tucano no dia do #ForaDilma

18/08/2015 14:31 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Estadão Conteúdo e Divulgação

Com uma campanha de filiação e a presença de alguns dos seus principais nomes nas ruas no último domingo (16), o PSDB definitivamente entrou na pauta do 'Fora Dilma', que pede o impeachment ou a renúncia da presidente Dilma Rousseff (PT).

Não fui às ruas, mas acompanhei o desenrolar do ato pelas redes sociais. Outro que fez isso foi Eduardo Azeredo. Talvez você não se recorde, mas ele é um dos fundadores do PSDB, já foi prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas Gerais, deputado federal e senador.

Como ele é um opositor ao governo petista e, ao que parece, não teme a tese do 'telhado de vidro', eu não vi nenhuma novidade quando acompanhei este tweet no domingo:

Naturalmente, a corrupção escancarada pela Operação Lava Jato segue fazendo estragos no PT. Todavia, os desvios de conduta não são uma exclusividade ou uma criação do governo que está aí. Não pude deixar de mencionar isso pouco depois.

Acabei tendo a surpresa agradável de receber uma mensagem do ex-governador, que chamou o chamado mensalão tucano - também conhecido como mensalão mineiro - de "invenção midiática". Acabamos trocando algumas mensagens sobre o assunto.

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Segundo investigações, o mensalão do PSDB trata-se do desvio de recursos públicos do Estado de Minas Gerais, e posterior lavagem de dinheiro, para beneficiar a campanha eleitoral de Azeredo ao governo mineiro, em 1998. Na sua denúncia, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação do tucano a 22 anos de prisão.

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Perguntei o que o ex-governador de Minas Gerais achava da recondução do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a qual ele alfinetou. Ele disse ainda não estar interessado neste momento em se candidatar a algum cargo público.

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Janot defendeu, em março de 2014, que o Superior Tribunal Federal (STF) julgasse a Ação Penal 536, que tratava na Corte do mensalão mineiro. Embora alguns petistas prefiram 'alegar amnésia', o único a votar para que o Supremo julgasse o caso foi o ex-presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa - o 'algoz' do mensalão do PT, em 2005.

Remetido à 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) em 2014, o processo do mensalão tucano aguarda apenas a decisão do juiz responsável desde março deste ano. Independente disso, caberá recurso. E, em mais três anos, com 70 anos, Azeredo não poderá mais ser punido por prescrição, conforme prevê o artigo 115 do Código Penal Brasileiro.

Uma pesquisa, divulgada nesta terça-feira (18) no jornal Folha de S. Paulo, mostra que 80% dos milhares que estavam na Avenida Paulista, em São Paulo, consideram 'grave' o mensalão do PSDB. Definitivamente, mesmo não indo às ruas, nem de longe o domingo foi perdido.

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