OPINIÃO

Descubra o que há por trás do portal do Parque Nacional do Itatiaia

Nesta época do ano, quem chega ao Pico das Agulhas Negras pode encontrar neve.

23/08/2017 16:47 -03 | Atualizado 23/08/2017 16:47 -03

Quem vai ao Parque Nacional do Itatiaia deve estar preparado para se apaixonar. Na parte baixa, o verde exuberante da mata atlântica guarda lagos e cachoeiras majestosos. A parte alta é o trono da vista deslumbrante e de picos gelados que esperam quem se aventura pelas trilhas e travessias. Dos grandes atrativos às belezas delicadas de cada flor, é quase impossível sair do parque sem ter o coração tocado.

Democrático, o Itatiaia está preparado para receber visitantes dos mais diferentes perfis. Quem quer conhecer mais sobre os biomas e seus "habitantes" tem um prato cheio no centro de visitantes, que foi renovado em junho para a comemoração dos 80 anos do parque. Construído na década de 40 para ser a sede do parque, o prédio conserva os traços arquitetônicos projetados por Ângelo Murgel.

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A partir daí, começa o contato mais próximo com a natureza. Espaços como o lago azul e o complexo do maromba são acessíveis por uma rápida caminhada e guardam águas para observar e se banhar.

Para quem busca aventura, travessias e escaladas levam a pontos deslumbrantes, como o Pico das Agulhas Negras, o ponto mais alto do estado do Rio de Janeiro. Nos meses mais frios, quem chega ao cume pode encontrar até neve.

Toda essa diversidade recebe e acolhe com simpatia os visitantes. O parque tem um ar brasileiro que proporciona um sentimento de (re)conexão com esse país e desperta a curiosidade de conhecer mais detalhes de um lugar tão especial. Talvez seja isso que desperte o desejo de voltar.

Foi assim com Wesley Quintino e Sara Correia, que já estão em sua quarta visita ao Itatiaia. Servidores públicos de Macaé, no Rio de Janeiro, o casal percorreu cerca de 350 km em busca dessa conexão. "O local é fantástico e a infraestrutura do parque é bem legal," conta Wesley. "A fauna e a flora também sempre reservam surpresas. Por aqui já vimos até macaco prego na estrada", completa Sara.

*Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o HuffPost oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.

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