OPINIÃO

5 tendências que vão mudar a maneira de fazer negócios nas mídias sociais em 2016

11/02/2016 18:22 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02
Peter Dazeley via Getty Images
Social media 'Like' symbol on keyboard

O ano de 2015 entrou pra história das mídias sociais. Chegamos a mais de 2 bilhões de usuários ativos nas redes sociais. E mais: esse número está aumentando a uma incrível taxa de 25% ao ano.

As mídias sociais passaram a web e se tornaram a nova porta de entrada para o mundo dos negócios. Nove entre dez empresas norte-americanas são consideradas ativas nas redes sociais. 90% dos negócios obtêm uma maior exposição e mais da metade relatou um aumento nas vendas.

E o que 2016 nos reserva?

Veja agora cinco tendências que vão mudar a maneira com a qual nos relacionaremos com as mídias sociais neste ano de 2016:

As redes sociais encontram seu charme. Já tem algum tempo que temos ouvido rumores a respeito de que uma nova geração de redes sociais, para uso no ambiente corporativo, acabará com os e-mails. Ninguém aguenta mais ficar garimpando informações na caixa de entrada, ou lendo aquelas conversas intermináveis envolvendo dezenas de pessoas em grupos no e-mail.

Usar e-mail no trabalho é coisa do passado. O Slack chegou para inovar. Sua interface intuitiva, construída em torno de salas de bate-papo temáticas e arquivos pesquisáveis, atraiu mais de um milhão de usuários em apenas dois anos, da equipe da NASA à equipe do café do seu bairro. Por enquanto, o Facebook at Work está em modo de teste com empresas selecionadas e pode ser aberto ao restante do público no próximo ano como uma ferramenta freemium. Visto que quase todo mundo já está no Facebook, é de se esperar um aumento na adesão quando o Facebook at Work finalmente estiver disponível.

As empresas buscam aumentar seu alcance online com a ajuda de seus funcionários. Hoje, cerca de 80% dos negócios tem uma equipe específica para as mídias sociais. Mas muitos ainda lutam para alcançar um público. Em 2016, as empresas vão se voltar cada vez mais para um recurso subestimado na busca por divulgação: seus próprios funcionários. Os programas de embaixadores sociais, que estimulam os funcionários a compartilhar novidades sobre seus negócios em suas próprias contas nas mídias sociais, cresceram em 191% desde 2013 e devem decolar neste ano.

Quando bem executado, o retorno pode ser expressivo: as empresas não apenas expandem drasticamente seu alcance nas mídias sociais, mas também obtêm resultados consideravelmente melhores. O conteúdo compartilhado pelos funcionários, conforme uma medida recente, obtém oito vezes mais engajamento do que um conteúdo compartilhado pelos canais de marca. Uma nova geração de ferramentas para facilitar o compartilhamento dos funcionários (incluindo uma desenvolvida pela Hootsuite) deve ajudar a popularizar essa abordagem em 2016.

As empresas entram com tudo nas comunicações instantâneas. Há cerca de 4 bilhões de usuários ativos de aplicativos de mensagens como WhatsApp, Facebook Messenger, WeChat e Kik. Os 5 aplicativos mais usados no mundo, inclusive, são aplicativos de mensagens: os usuários os têm utilizado até mais do que o Facebook ou o Instagram. 

O que isso significa para as empresas? Até agora, pouca coisa. A troca de mensagens permanece amplamente no espaço obscuro conhecido como "dark social". No momento, é difícil saber quais conteúdos estão sendo compartilhados entre os usuários e como isso afeta o tráfego na rede e as "conversões". As marcas mais ousadas - de Hellman's a Absolut e HBO - estão começando a se aventurar, mas muito do potencial da troca de mensagens permanece inexplorado.

Mas 2016 pode muito bem ser o ano em que as análises e os insights ficarão mais acessíveis, possibilitando às empresas o desenvolvimento de estratégias completas para a troca de mensagens em mídias sociais. Todas as principais plataformas agora têm componentes de troca de mensagens, e é só questão de tempo até que elas descubram como disponibilizar esses dados às empresas para finalidades de marketing.

Entretanto, a troca de mensagens já vem surgindo como um canal de atendimento ao cliente. O Twitter aumentou seus limites de caracteres e atendeu a solicitações sobre as mensagens diretas no início deste ano, em vista do atendimento ao cliente, e o Facebook Messenger também está pilotando novos recursos para atendimento ao cliente.

Os anúncios em redes sociais chegam ao ápice. Não notou o grande aumento de anúncios nos feeds de suas mídias sociais? Então provavelmente eles estão dando certo. Diferentemente dos velhos anúncios com banner, a nova geração de anúncios "nativos" em mídias sociais, como postagens patrocinadas do Facebook e do Instagram e os tuítes patrocinados do Twitter, funcionam como atualizações normais de mídias sociais de amigos e seguidores. Eles também estão direcionados com um grau de precisão impressionante: os anunciantes são capazes de segmentar grupos não somente por idade e gênero, mas também por interesses, localidade, afiliação corporativa, cargo e mais. Fazendo com que você veja anúncios mais relevantes.

Por todos esses motivos, as empresas aumentaram os anúncios em mídias sociais em 2015, com um aumento de 33,5% nos gastos para aproximadamente US$24 bilhões (especialmente surpreendente, visto que há até alguns anos esse valor era de US$0). Essas tendências devem continuar. Em 2017, os anúncios em mídias sociais poderão somar um total de 16% de todos os anúncios digitais investidos pelo mundo. Uma série de novas ferramentas estão sendo desenvolvidas para permitir aos pequenos empresários criar e pagar por anúncios em mídias sociais em alguns cliques, de maneira simples e intuitiva.

Os vídeos conquistam o mundo. Caso não tenha percebido, a criação e compartilhamento de vídeos estão bombando. No ano passado, O Facebook mais do que dobrou suas visualizações de vídeo diárias para 8 bilhões, supostamente superando o YouTube. O Twitter lançou seus próprios vídeos nativos em 2015, enquanto que o Snapchat fala agora de 6 bilhões de visualizações diárias. No total, os usuários adultos consomem, hoje, um total de 66 minutos de vídeos online por dia.

Esse número deve aumentar ainda mais em 2016. O Facebook está se preparado para lançar recursos como Vídeos Sugeridos e até um feed de vídeos ainda mais especializado, e as histórias do Snapchat  estão ficando ainda mais populares e mais ricas em recursos. Não é de se estranhar que 70% das empresas agora afirmam que os vídeos são a ferramenta mais eficaz em seu repertório de marketing online e duas a cada três empresas estimam que eles dominarão sua estratégia no futuro.

Apesar das estatísticas, diversas empresas ainda estão relutantes em participar do mundo dos vídeos sociais por um motivo: o custo para fazer vídeos profissionais pode ser consideravelmente alto. Mas as alternativas se multiplicam. Formatos menores, de Vines com 8 segundos a vídeos de Instagram com 15 segundos, sem falar nos streamings de vídeo, como o Periscope e o Meerkat, proporcionam um ingresso sem inconvenientes nesse jogo. Enquanto isso, surgem ferramentas e campanhas de inteligência coletiva  como uma alternativa mais popular para que as empresas armazenem e compartilhem vídeos.

A maior tendência de 2016, no entanto, dispensa a bola de cristal. Por todo o mundo, as mídias sociais estão rapidamente se tornando um negócio comum para as empresas. O Facebook, o Twitter, o Instagram, o LinkedIn e outras redes mudaram substancialmente o alcance e a interação das empresas com os clientes, a oferta de produtos e serviços, a comunicação com os funcionários e, em resumo, a maneira de fazer negócios. E esse é apenas o começo da revolução.

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