OPINIÃO

Diamantes dia e noite

20/08/2014 16:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02
Divulgação

Os diamantes eram como dráculas, só saíam à noite. Agora, saem de dia. Essas e outras tendências saltam aos olhos na joalheria atual. "As jóias contemporâneas são criadas para ser desfrutadas a qualquer hora", diz a expert em joalheria Maria Regina Machado, consultora do IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos). Desde que o mundo é mundo, as pedras preciosas fascinam por seu brilho, beleza e valor. "Na história da humanidade, as gemas sempre intermediaram negócios, desejos e amores. Com a novela 'Império' em cartaz, as pessoas estão ainda mais curiosas sobre o tema", comenta Regina, em um passeio pela Feninjer, a principal feira de jóias da América Latina, que acabou de acontecer em São Paulo. Olhar as vitrines de diamantes, turmalinas, opalas e rubis, guiada pelo olhar apurado de Regina, é uma festa. "Qual é a diferença entre diamante e brilhante?", dispara ela, revelando uma dúvida comum de quem não é íntimo do metiê. Eis a resposta: "Eles são a mesma pessoa. A gema se chama diamante. A lapidação, brilhante. O corte possui um número de facetas 'x' que consegue extrair raios ou relações ópticas que geram o brilho", diz ela. Confira 6 tendências preciosas:

Cores mil

Quanto mais cor, melhor. "Hoje, se mistura roxo com abóbora, turquesa com verde, em peças encantadoras, muitas delas pontuadas por diamantes", diz a consultora do IBGM. A ousadia cromática surge como uma resposta ao alto preço do ouro, que aparece discretamente, nos detalhes e no avesso das peças (na foto acima, anel duplo "Goldesign"). "Não é mais pelo ouro que se conquista o impacto visual", diz Regina. Isso faz com que a avaliação de uma jóia não seja mais na base do "vale quanto pesa". O brinco pode ser levinho e valioso. A mistura de gemas caras com gemas mais acessíveis faz com que não se saiba exatamente onde está o preço. "A jóia, assim, possui um percentual que não é material, e sim a maneira como é inserida no universo do desejo das pessoas", diz Regina.

Diamante negro

Até pouco tempo, diamantes negros, pretos e cinzas, embora tão preciosos quanto os brancos e coloridos, eram pouco apreciados e utilizados. O olhar contemporâneo viu a beleza dessas gemas, e deu a elas nomes moderninhos como champanhe, conhaque, fumê, noir... "O brilho do diamante negro é fantástico!", comenta Regina.

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VIC (Very Important Clássic)

É o estilo "red carpet", do ponto de vista da escola de design. Como referência, as gotas, as formas ovais, o tradicional revisitado, o vintage (na foto, brincos Basel Preziose). "Um olhar que valoriza a história da jóia", resume Regina.

Brinco pastilha

Como aquele da vovó, de pressão. Só que não. Emoldurado por pedras, têm uma mecanica dupla, que prende tanto pelo furo na orelha quanto pelo clipe de pressão. Você esquece que está com ele!

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Maxipérolas

Elas aparecem em novos contextos, mixadas a materiais modernos, como aço escovado e madeira. Chanel apostou recentemente nas pérolas gigantes (foto) e Dior em brincos que envolvem todo o lóbulo, feitos com duas esferas. "Chanel sempre mostrou que colares não necessariamente deixam a mulher mais velha ou careta. É um assessório jovial, feminino, e com uma variedade de preços incrível. Não é uma jóia de ostentação, mas de estilo", comenta a consultora.

Turmalina Paraíba

Os números reluzem: 2/3 das gemas coradas do mundo são importadas do Brasil. A turquesa turmalina Paraíba, pedra 'darling' do momento, leva o nome do estado em que foi descoberta. E concorre com o diamante no preço. Moçambique também tem turmalinas azuis. "Mas as brasileiras são as mais brilhantes", garante Maria Regina Machado.

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