Estúdio ABC

Cobrir corridas é comigo mesmo: pelas minha contas, já devo estar próxima de meu milésimo GP como jornalista. Claro que isso inclui corridas de diversas categorias, desde as top, como Fórmula 1, Indy e Nascar, até aquelas de base, como kart, F-3 etc. Mas a #SanderoRSRace é uma experiência totalmente inédita para mim.

O primeiro desafio foi no belo autódromo de Capuava e logo de cara, já me senti em casa no time R - e isso vai além da identificação com a letra inicial!

SPORT+?Conheça os modos de direção do carro

TEST DRIVE: O Sandero R.S. é mesmo um carro esportivo?!

O Felipe Andreoli, nosso capitão, tratou sempre de deixar o clima super tranquilo com todos integrantes. Ficou evidente o entrosamento entre eu, ele, o Tarso Marques e o Murilo (que logo descobri sabe muito mais de carro do que muito jornalista especializado!).

A primeira missão parecia simples: a melhor volta cronometrada venceria. Confiava muito no Tarso. Lembro de, ainda moleque, estar na arquibancada de Interlagos e ver o então estreante na F1 ultrapassar dez carros na primeira volta do GP Brasil - e com uma Minardi! Só que do outro lado está Antonio Pizzonia no volante. Páreo duríssimo.

Antes de comentar, é melhor você assistir para ver no que isso deu:

Obviamente a primeira orientação era colocar o carro no modo Sport +, que desliga o controle de estabilidade e de tração. Claro, deixa o carro mais "arisco" - mas, numa pista de competição, isso significa ser mais veloz.

A gente poderia orientar o Tarso pelo rádio, passando como estava indo seu desempenho nas três parciais do circuito - exatamente como fazem na Stock Car e na F1, por exemplo. Andreoli preferiu que eu ficasse com o Tarso no rádio, justamente por já estar mais ambientado ao meio das corridas. Foi uma responsa, claro, mas no fim foi um dos nossos importantes diferenciais. Isso porque fomos os primeiros a entrar na pista. Logo, a gente teria a pressão de fazer uma ótima volta para não ser superado pelo Pizzonia.

E foi exatamente assim: fizemos uma boa volta, o time S superou. Depois, voltamos a melhorar, e novamente eles nos superaram. Na terceira e última tentativa, Tarso passou a primeira parcial 0s1 mais lenta.. mas decidimos não falar nada e deixar ele concentrado. Deu certo: no terceiro e último setor, Tarso voou e baixou a melhor volta em quase meio segundo!

Pressão para o time S, certo? Mas não é que o Pizzonia vinha melhorando o tempo ainda mais nas parciais 1 e 2? Nosso time estava já desanimado quando vimos uma nuvem de poeira na penúltima curva. O Pizzonia saiu da pista! Nossa vitória estava garantida.

Achei estranho a equipe S não ter passado as informações para o Pizzonia de que a volta já estava sendo muito boa... Ele poderia só administrar no trecho final. Mas... esporte é assim mesmo. Começamos vencendo a competição e, pelo que conheço de automobilismo, quando um time bem entrosado sai na frente, é difícil perder.

Além de já marcar os primeiros pontos, ainda pudemos ver a sensacional corrida que o time S teve que encarar: de velotrol, numa descida lá do circuito. Imaginem a cena do Antonio Tabet pilotando a "potente" máquina - e saindo do autódromo da Capuava, digamos assim, pela porta dos fundos. (OK, foi péssima, mas pelo menos vencemos!)

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