OPINIÃO

E o nosso bilhete único?

13/01/2016 19:04 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
Reprodução/Fotos Públicas

"E o nosso bilhete único?" não é uma pergunta retórica, ela procura e precisa ser respondida.

Em 2016 eu começo relatando uma experiência pessoal, mas que pode ser interpretada como coletiva.

A novidade em São Paulo são as intermináveis filas para carregar o bilhete único.

Aos fatos:

Sim. A empresa que prestava serviço de recarga rompeu o contrato com o governo estadual.

Culpados à parte - ambos não assumem responsabilidades -, o que assusta e indigna o cidadão da cidade de São Paulo é a falta de alternativa e a imobilidade dos políticos diante de um problema que prejudica diretamente trabalhadores, estudantes e todos os que precisam do transporte público.

Não bastasse as quilométricas filas que se avolumam nos poucos terminais disponíveis para recarga, quando funciona ou o terminal de recarga não aceita dinheiro ou não aceita cartão. As mãos atadas, não há nada a se fazer, nem informação há.

As poucas cabines de recarga que ainda funcionavam, em 2016 simplesmente desapareceram. Quem está no metrô e precisa recarregar o bilhete, tem que recorrer às longas filas de venda do metrô. Sim! Aquele ticket de viagem que não integra com os ônibus. O aviso de "compre a sua volta, evite filas" parece ser uma premonição.

O quadro é assustador não só porque prejudica diretamente as pessoas que dependem da integração e da recarga do seu bilhete único, igualmente assusta o descaso com a situação - na maior cidade brasileira.

Não bastasse a dificuldade de carregar o bilhete, a não possibilidade de integrar metrô+ônibus e o pouco caso do poder público, no início deste ano governos estadual e municipal de São Paulo resolveram, conjuntamente, reajustar os preços da passagem: R$ 3,80.

E para completar, o serviço de meia-entrada para estudantes é suspenso em janeiro (férias?).

Conclusão:

Sem integração, sem bilhete para o estudante, sem recarga.

O MPL tem razão: não passarão.

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