OPINIÃO

Debate mais ameno abre semana decisiva para as eleições presidenciais

20/10/2014 16:06 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:36 -02
Andre Penner/AP
Brazil's President Dilma Rousseff, presidential candidate for re-election of the Workers Party, PT, left, shakes hands with Aecio Neves, presidential candidate of the Brazilian Social Democracy Party, PSDB, at the end of a presidential debate in Sao Paulo, Brazil, Tuesday, Oct. 14, 2014. Rousseff and Neves will face each other in a presidential runoff on Oct. 26. (AP Photo/Andre Penner)

A Rede Record promoveu o terceiro debate entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), no domingo (19) que marca o início da contagem regressiva para as eleições do dia 26. Em sete dias a atual presidenta defenderá a reeleição, enquanto o senador Aécio Neves busca o retorno de seu grupo político ao poder, 12 anos depois da eleição de Lula. Diferente dos embates na Bandeirantes e SBT, os telespectadores não identificaram ironias ou agressividade em demasia. Por recomendação dos assessores, além de receio pelo crescimento dos votos nulos e das respectivas rejeições, os candidatos recorreram em menor frequência às acusações agressivas e ironias.

O encontro da Record, dividido em três blocos de perguntas diretas (temática livre), mais as considerações finais, começou com Dilma questionando Aécio sobre microempreendedorismo e impostos. Na sequência, o tucano abordou segurança pública e índices de violência. Em tom sereno se comparado aos debates anteriores, o primeiro também tratou da flexibilidade das leis trabalhistas e seus tópicos constitucionais - nesse momento Aécio destacou sua participação na constituinte de 1988. Inflação, mapa da fome, Petrobras e saúde foram os demais assuntos do bloco inicial.

No "segundo tempo", Aécio recorreu novamente à Petrobras, pelo viés de sua gestão. Dilma relembrou a ideia de modificação do nome da empresa no governo Fernando Henrique, de Petrobras para Petrobrax. Apesar das mudanças pontuais na voz e na expressão facial, Dilma e Aécio seguiram sem resgate às falas ríspidas vistas na última semana. Somente no debate do SBT, cada um acusou o outro, em oito oportunidades diferentes, de falarem "mentiras", totalizando 16 citações do termo, em 1h20.

Após abordarem visões diferentes sobre Escolas Técnicas e a origem de programas sociais, no segundo bloco, os presidenciáveis abriram a etapa final do confronto discorrendo sobre Educação. O candidato do PSDB relembrou a liderança de Minas Gerais no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do Ministério da Educação, sobre a qualidade de ensino nas séries iniciais e finais do ensino fundamental. Dilma, por sua vez, acusou os tucanos de terem sido contrários ao Prouni, Pronatec, entre outros instrumentos implementados nos mandatos petistas. Em seguida, discussões sobre infraestrutura concluíram o enfrentamento da Record. A candidata do PT destacou superfaturamento na obra referente à Cidade Administrativa, feita por Aécio Neves no governo de Minas, e Aécio apontou ineficiência na transposição do Rio São Francisco.

O debate da Record chegou ao fim sem transferência de capital eleitoral. Pelo equilíbrio das falas e propostas, ambos os candidatos mantiveram seus respectivos eleitores. Dilma Rousseff e Aécio Neves abrem a semana das eleições presidenciais empatados tecnicamente e o brasileiro conta com mais quatro dias de propagandas gratuitas em exibição na TV e Rádio (a ser suspensa na quinta-feira), mais o debate da Rede Globo, agendado para a próxima sexta.

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