POLÍTICA

BrianAJackson

Por que o fim da franquia de bagagem não tira direitos do passageiro

E o futuro está na proposta sobre a revisão das Condições Gerais de Transporte Aéreo colocada em audiência pública pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). O assunto ganhou o Congresso Nacional, o Ministério Público, os órgãos de defesa do consumidor e o Poder Judiciário. Mas é necessário fazer uma correção de rumo porque a desregulamentação da franquia de bagagem e as medidas que afetam diretamente o conforto dos passageiros não me parecem bem compreendidas.
Ueslei Marcelino / Reuters

Uma situação carcerária invisível e o governo que distorce a realidade

Os massacres nos presídios brasileiros que marcaram o início do ano, em Manaus e Roraima são o resultado de anos de descaso político com a situação carcerária nacional. O presidente Michel Temer, em uma fala extremamente infeliz, classificou o incidente em Manaus como um "acidente pavoroso". É muito cômodo classificar algo como "acidente": tornamos o ocorrido uma fatalidade sem responsáveis. O discurso presidencial tenta lavar as mãos do governo, em vão.
reprodução/Facebook

De quantas quedas se faz um governo Temer?

Político escolado que é, Michel Temer fez escolhas pragmáticas para o comando do Executivo. Queria agradar a caciques do seu partido e de outras siglas da base. Assim, teria uma base forte para aprovar seus projetos no Congresso. Contudo, à medida que transcorre sua gestão, mais patente fica quantas escolhas dele foram ruins.
Adriano Machado / Reuters

Nós veremos a implosão da política brasileira em 2017?

Diante da continuidade do impasse entre poderes e da completa corrosão da política brasileira em que realmente poucos ou quase nenhum se salva(m) é muito difícil ver maneiras de sair da crise em que nos metemos -- e cada vez mais soluções estremas parecem ser as únicas. Estamos diante do perigo real de erosão ou mesmo implosão das bases da democracia brasileira e o que sairá disso é muito difícil de prever.
Kacper Pempel / Reuters

140 caracteres são o bastante?

Talvez você se lembre que, durante a campanha eleitoral, os assessores de Trump de alguma maneira conseguiram barrar seu acesso ao Twitter. Indagado sobre isso, o presidente Obama comentou: "Se uma pessoa não sabe lidar com uma conta no Twitter, ela não sabe lidar com os códigos nucleares. Se você começa a tuitar às 3h da manhã porque o programa 'Saturday Night Live' tirou sarro de você, você não vai poder lidar com os códigos nucleares."
Keystone-France via Getty Images

'Jango' e a necessidade do diálogo com princípios e tolerância no Brasil de hoje

Raramente a literatura e a história do Brasil nos oferecem textos com memórias e autobiografias que carregam ao mesmo tempo informação, história, sensibilidade pessoal, análise política. O "Jango e eu - memórias de um exílio sem volta", por João Vicente Goulart, carrega todas estas qualidades, além de uma beleza estética de um texto que se lê com prazer.
Culture Club via Getty Images

A lição de Spinoza para nossos acadêmicos em tempos delicados

Em uma sociedade cada vez mais complexa e plural (e infelizmente conflituosa) o acadêmico e a universidade devem estar munidos de todo o seu potencial crítico. Devem ser capazes de propor planos e alternativas. Isso demanda uma liberdade intelectual dificilmente conciliável com os compromissos assumidos na política partidária. Trata-se de uma liberdade que, para utilizar livremente uma expressão cara à filosofia de Spinoza, "reside no entendimento".
Philby Illustration via Getty Images

Você trocaria um naufrágio certo por uma tentativa de remarmos juntos?

Não existe conversa sem argumentos. Uma conversa onde só existe opinião é um ringue. Dali só sai tiro, porrada, bomba e intolerância. E, só para lembrar, não queremos isso. Nem eu, nem você. Nem a tia Léia, nem o 'seu' Zé e nem o Dr. Claudio querem. Muito menos o pessoal do churras na laje. Afinal, estamos todos no mesmo barco e não queremos que ele afunde de vez.