OPINIÃO

O que você menos precisa para ser criativo é criatividade

10/02/2016 17:22 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Geri Lavrov via Getty Images

Ser criativo não é o mesmo que ser resolutivo. Criar soluções para clientes e ganhar dinheiro com isso, demanda conhecimento, esforço, estudo constante, testes e (muito) erro. No fim das contas, você vai acabar entendendo que aquele estalo criativo é só 10% do processo e nem vai perceber quando é que ele entrou na história.

Não adianta olhar para a parede, pensar em um problema e esperar que a solução caia no seu colo. Ser criativo dá trabalho e muitas vezes o crédito é da "viagem", da "ideia genial" e não do caminho que te levou a ela, das outras dezenas de soluções ruins jogadas fora.

Depois de entender o que seu cliente precisa, qual é o contexto da marca (e do produto dele), como os consumidores dele entram nessa jogada, você vai, invariavelmente, ver a solução sem nem perceber. Porquê, quando o trabalho de preparação do terreno é bem feito, o óbvio aparece. O pulo do gato está nessa preparação.

Esqueça o achismo, esqueça o que você "já leu por aí". Para criar soluções de verdade, é necessário não apenas se sujar, mas pular de cabeça na lama.

Para ter criatividade não basta para ser criativo, do mesmo modo que, ter um pincel não basta para ser um pintor. É uma ferramenta que precisa de treino e habilidade para ser aplicada.

Um dos alimentos mais importantes para acompanhar a capacidade inata do ser humano criativo é rotina, ou processo criativo. Se a pressa é inimiga da perfeição, a repetição é a melhor amiga.

Em 2009, quando trabalhava no departamento de comunicação de uma grande empresa de eventos, eu e um colega recebemos a missão de criar uma campanha interna para o fim do ano. A campanha terminaria numa grande festa, em um hotel famoso aqui em Belo Horizonte.

A ideia dos donos da empresa era, como sempre, melhorar o clima, unir os mais de 60 funcionários e motivá-los para o próximo ano. O problema era que, principalmente por ser composta predominantemente por jovens pouco acima dos 30 anos, o clima era muito, muito ruim. Cheio de grupinhos, panelinhas, pessoas falando mal de outras e setores que competiam entre si.

Entendemos que o clima chegou a esse ponto por causa de doses de ego, uma certa arrogância e a falta de paciência mútua. Chegamos então no questionamento: Como fazer para que as pessoas passassem a se respeitar num ambiente competitivo e cheio de vícios comportamentais? Reduzindo o problema o máximo possível, chegamos à pergunta: como você passa a respeitar uma pessoa?

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Aqui eu gostaria de propor um teste.

Eu e meu colega chegamos a uma resposta para esse problema, fizemos uma campanha que emocionou, uniu e motivou a todos os funcionários. Melhorando muito o clima da empresa por muitos meses e gerando ótimos resultados. Meu teste é: Como você acha que foi a solução que encontramos? Ou; Como seria a sua campanha e como ela resolveria o problema?

Envie um email para mim: pedro@turambar.com.br com a sua solução, ou escreva nos comentários. :)

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