Sociedade

Divulgação/Edgar Maciel/HuffPost Brasil

De Marília Mendonça a Dayse Paparoto: O feminismo espantalho

O que o feminismo faz é questionar a diferença de oportunidades como consequência da diferença de tratamento. Quando um competidor manda Dayse varrer o chão ele está subalternizando-a meramente por estar questionando a falta de atividades que o grupo impôs a ela, e essa falta de atividade vinha do fato de eles não acreditarem no trabalho dela por ela ser o que? Mulher. Se isso acontece num programa de TV não é difícil inferir que ocorra em cozinhas profissionais e impacte a carreira de chefs mulheres.
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'Black Mirror' não é sobre tecnologia. É sobre o que há de pior ou melhor em você

O seriado "Black Mirror", de origem inglesa (Channel 4; agora pelo Netflix) tem o dom de nos causar pauras e consternações. De uma qualidade roteirística primorosa (uns capítulos melhores que outros..mas vá lá..), ele nos proporciona de antemão aquela sensação que parece o misto perfeito da contemporaneidade consumidora de conteúdos: os picos de sensacionalismos (com situações e cenas de tirar fôlego e de explodir a imaginação), com possibilidades do "deixar você pensando"" porque invariavelmente se conecta com algo bem verossímil. O que é? Tecnologia. Humm.. na verdade não.. é sobre nós mesmos.
Visuals Unlimited, Inc./Carol & Mike Werner via Getty Images

A respeito da depressão

Na época em que escrevi este texto, minha timeline do Twitter discutia, chocada, a publicação do vídeo do estupro coletivo ocorrido aqui no Rio, há alguns meses. Naquele momento inicial, eu evitei saber mais detalhes além do fato de que ela havia sido drogada e estuprada por vários homens e muito menos procurei assistir ao vídeo: além de confiar no julgamento das pessoas que estão denunciando, acredito que esse tipo de material sensível deve ser analisado pela polícia, não por pessoas anônimas em redes sociais. O correto a se fazer em momentos como esse é denunciar e oferecer apoio à vítima, quando se há meios para tanto.
Ueslei Marcelino / Reuters

Afinal, o impeachment é jurídico ou político?

O que me parece dessas ambiguidades é o fato de o resultado poder ser favorável ou não ao governo, tanto se considerarmos o processo de impeachment como político quanto se o considerarmos como jurídico. No entanto, qual seria a natureza dos argumentos em ambos os casos? Há diferenças entre eles? Como saber se há ou não boa razão para se apoiar um ou outro lado dentro dessas lógicas distintas do jurídico e do político?
seaduo via Getty Images

A cantada que você que você acha 'engraçadinha' não é elogio. É assédio

Elogie capacidades, habilidades, feitos de forma não solicitada e à revelia, por favor. Mas não elogie partes do corpo de quem você não sabe que está disposta a aceitar esse tipo de intimidade. Os homens têm que compreender que todas as mulheres merecem respeito e que você tem que perguntar antes se ela está interessada em ter intimidade com você. Não dá para assumir mais que todas as mulheres gostam de ser elogiadas por partes do seu corpo a todo o momento e em todas as situações. Vamos atualizar isso aí.