Questões De Gênero

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Estupro coletivo: Homens, unam-se à luta!

A palavra "homem" é um substantivo genérico que fala de uma sexagem ampla. Sei que pode haver um tom agressivo na palavra, mas como ter uma mensagem eficiente e rápida? E, cá entre nós, os estupradores são homens e as vítimas, mulheres... Não vale sair contando uma história, singular e excepcional, de uma mulher que violentou um menino, ou de uma mulher que participou de uma violência contra outra mulher.
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A benção divina não é necessária para a vida política de uma democracia

A benção divina ou das religiões não é necessária para a vida política de uma democracia laica. Religião é matéria de ética privada, o que significa que cada pessoa deve ser livre para fazer suas escolhas, religiosas ou ateias. Precisamos de candidatos que digam: "por respeitar os direitos humanos, defendo a igualdade sexual e racial", "por respeitar os direitos humanos, garantirei a separação entre Estado e igrejas", "por respeitar os direitos humanos, lutarei pela descriminalização do aborto". Assim, um conselho: atente para os vocativos dos candidatos, dê preferência para os que falam do mundo.
MARTIE SIROIS

O que acontece quando seu filho é chamado de 'gay' na quarta série

Meu filho não se parece nem age como os outros meninos da idade dele. Aos nove anos, ele se identifica como "gênero-criativo". Isso significa que ele não quer mudar sua anatomia ou ser menina; simplesmente prefere as coisas que são marqueteadas para elas (como roupas, pijamas, sapatos, jogos, brinquedos, filmes, decoração e acessórios, só para mencionar alguns exemplos). E prefere estar entre as meninas.
Reprodução/Facebook

A desigualdade de prêmios no esporte e a lógica econômica que tenta justificar a diferença

Neste junho uma foto comparativa entre os prêmios da seleção masculina de vôlei da Sérvia e a seleção feminina de vôlei do Brasil, ambas campeãs mundiais em suas modalidades, ganhou enorme repercussão nas redes sociais. Nas mãos da jogadora brasileira uma placa e o prêmio no valor de US$ 15 mil. Nas mãos do jogador sérvio uma placa e o prêmio no valor de US$ 30 mil.
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Não precisamos ir além das fronteiras para testemunhar o perigo da homofobia

O silêncio nos julgamentos de Nurembergue a respeito da matança de gays foram só o prelúdio da hipocrisia atual que permeia nosso país. Por causa da vergonha imposta por uma cultura patriarcal, heteronormativa e androcêntrica, indivíduos homossexuais, transexuais e bissexuais são deixados às margens. Quantos continuam escondidos porque suas famílias ou seus ambientes sociais e profissionais não os permitem sair do armário? Nossa sociedade precisa de um detox cultural para o ódio contra lésbicas, gays, transexuais e bissexuais. Para aqueles de nós que somos héteros ou cis, Orlando deveria ser um aviso.
Adriano Machado / Reuters

A legislação brasileira está a favor das mulheres na política?

Diante de tal cenário, não seria surpreendente que alguém afirmasse que a legislação brasileira carece de iniciativas para promoção da maior participação feminina nas diversas esferas de poder. A contrário senso, a legislação eleitoral brasileira passou a esboçar, desde a década de 1990, uma crescente preocupação com a redução das desigualdades de gênero na política, culminando, atualmente, em diversos mecanismos previstos em lei. Faz-se necessário, portanto, entender quais mecanismos são esses e porque eles não dão conta de sanarem a desigualdade de gênero existente na política brasileira.
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A culpa pelas mortes em Orlando também é sua, 'cidadão de bem'

A culpa é de Bolsonaros, de Felicianos, de Malafaias, de Trumps, mas também da classe política que enxerga questões como armas e causa LGBT um mero "detalhe eleitoral". Defendem o armamento da população não por acreditar na arma, e sim por querer votos. Ataca a comunidade LGBT não por achar necessário o ataque, mas sim porque seus eleitores querem isso. Ou pior: você que se omite sobre o assunto para não perder votos.
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'A minha existência é uma resistência'

Ontem eu acordei com a notícia de que cinquenta pessoas morreram porque viviam como eram. E tem mais gente desejando a morte dessas pessoas. Diagnosticando comportamentos. Tentando proibir adoções. Retirando direitos. Exagero não é denunciar a violência que existe. É não ver que tem gente querendo viver como gente, e vivendo como alvo.