Política Brasileira

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A austeridade é progressista

Esta é a austeridade progressista que a esquerda abandonou e que a pedagogia da catástrofe está forçando ser adotada por todos os partidos, a um alto custo; porque abandonada no passado, a austeridade agora é necessária mesmo provocando dificuldades. Teremos de enfrentá-la e, depois, praticá-la não como medida emergencial, mas como prática moral permanente: uma austeridade progressista, comprometida com o interesse público e com eficiência técnica.
BrianAJackson

Por que o fim da franquia de bagagem não tira direitos do passageiro

E o futuro está na proposta sobre a revisão das Condições Gerais de Transporte Aéreo colocada em audiência pública pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). O assunto ganhou o Congresso Nacional, o Ministério Público, os órgãos de defesa do consumidor e o Poder Judiciário. Mas é necessário fazer uma correção de rumo porque a desregulamentação da franquia de bagagem e as medidas que afetam diretamente o conforto dos passageiros não me parecem bem compreendidas.
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'Jango' e a necessidade do diálogo com princípios e tolerância no Brasil de hoje

Raramente a literatura e a história do Brasil nos oferecem textos com memórias e autobiografias que carregam ao mesmo tempo informação, história, sensibilidade pessoal, análise política. O "Jango e eu - memórias de um exílio sem volta", por João Vicente Goulart, carrega todas estas qualidades, além de uma beleza estética de um texto que se lê com prazer.
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'Brasil, a república corporativa que beneficia grupos e não o todo'

O Brasil já teve nomes antes de República Federativa do Brasil, mas nenhum se ajustaria melhor à realidade política atual do que o nome de "República Corporativa dos Brasis". Somos um país dividido em uma parcela moderna e outra excluída da educação, da saúde, da renda, da participação política; e a parcela moderna é dívida em corporações, sem um interesse nacional comum e sem uma perspectiva de longo prazo que beneficie as futuras gerações.
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

Manifestações contra a democracia e instituições nascem da intolerância

A cena dantesca que percorreu computadores, celulares e televisões como vírus, de um grupo de extrema direita tomando o Plenário da Câmara dos Deputados, pareceu um mal-acabado filme de terror. É como se fosse um replay horripilante nos capítulos históricos pré-Ditadura, em que parte da classe média se insurgia contra ilusões vendidas a esmo pela mídia e a burguesia à época.
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A benção divina não é necessária para a vida política de uma democracia

A benção divina ou das religiões não é necessária para a vida política de uma democracia laica. Religião é matéria de ética privada, o que significa que cada pessoa deve ser livre para fazer suas escolhas, religiosas ou ateias. Precisamos de candidatos que digam: "por respeitar os direitos humanos, defendo a igualdade sexual e racial", "por respeitar os direitos humanos, garantirei a separação entre Estado e igrejas", "por respeitar os direitos humanos, lutarei pela descriminalização do aborto". Assim, um conselho: atente para os vocativos dos candidatos, dê preferência para os que falam do mundo.
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Sem a participação dos grupos 'anticorrupção', cai o político mais corrupto de Brasília

No futuro, os livros de História dirão: o político mais corrupto que surgiu na política brasileira no século XXI renunciou ao seu cargo na presidência da Câmara dos Deputados. E qual a participação dos auto-declarados "grupos anticorrupção" nisso? Nenhuma. Nadinha. Não moveram uma palha sequer. Deve ser por isso que os gringos ficam loucos quando ficam sabendo sobre o cenário político no Brasil.