Mulheres na politica

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O que atrapalha o avanço da participação feminina na política brasileira?

Assim, no total, foram eleitas apenas 638 prefeitas, de um total de mais de 5.500 prefeituras em disputa, representando menos que 12% do total. É um número inferior ao de 2012, quando foram eleitas 664 mulheres. A representação feminina nas Câmaras de Vereadores se manteve estável - 13,5% dos vereadores eleitos este ano, contra 13,3%, em 2012. A tendência de estagnação ou, pior, de retração na participação feminina é preocupante.
Adriano Machado / Reuters

A legislação brasileira está a favor das mulheres na política?

Diante de tal cenário, não seria surpreendente que alguém afirmasse que a legislação brasileira carece de iniciativas para promoção da maior participação feminina nas diversas esferas de poder. A contrário senso, a legislação eleitoral brasileira passou a esboçar, desde a década de 1990, uma crescente preocupação com a redução das desigualdades de gênero na política, culminando, atualmente, em diversos mecanismos previstos em lei. Faz-se necessário, portanto, entender quais mecanismos são esses e porque eles não dão conta de sanarem a desigualdade de gênero existente na política brasileira.
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A possível nomeação de Fátima Pelaes é mais um baque para o movimento feminista

Entre as medidas que chamaram atenção esteve o rebaixamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres, que perdeu seu peso de Ministério. Já seria preocupação o suficiente, ainda mais considerando que as outras Pastas são todas chefiadas por homens brancos, mas o presidente interino mostrou que sempre pode piorar e indicou a ex-deputada Fátima Pelaes para chefiar a Secretaria daqui para a frente.
ASSOCIATED PRESS

O que está por trás do 'Tchau, querida' dos deputados pró-impeachment?

O "tchau, querida", utilizado por veículos de imprensa de circulação nacional, que não pensam duas vezes antes de destilar misoginia, não é apenas uma expressão. Ele diz muito mais sobre nossa sociedade, sobre a maneira como nos relacionamos com as mulheres e o espaço que é destinado a nós. Ele é machista, sexista e classista. Ele é uma violência, assim como todas as atitudes irracionais e cheias de ódio que pudemos acompanhar por tantas horas durante a votação.