MASSACRE

Ueslei Marcelino / Reuters

Uma situação carcerária invisível e o governo que distorce a realidade

Os massacres nos presídios brasileiros que marcaram o início do ano, em Manaus e Roraima são o resultado de anos de descaso político com a situação carcerária nacional. O presidente Michel Temer, em uma fala extremamente infeliz, classificou o incidente em Manaus como um "acidente pavoroso". É muito cômodo classificar algo como "acidente": tornamos o ocorrido uma fatalidade sem responsáveis. O discurso presidencial tenta lavar as mãos do governo, em vão.
STR New / Reuters

Cento e Onze

Mais de 87 presos apresentaram lesões corporais em virtude de um "corredor polonês", em que eram agredidos com instrumentos contundentes e por instrumentos cortantes (facas, estiletes, baionetas) e mordidas de cachorro.
ASSOCIATED PRESS

O massacre no Carandiru e a falência do sistema prisional brasileiro

A Casa de Detenção de São Paulo, que ficou conhecida como Carandiru por ser esse o nome do bairro onde era localizada, foi criada na década de 20 e tinha a capacidade de lotação de 3.500 pessoas. Era o maior presídio da América Latina e chegou a abrigar mais de 8.000 presos. Foi lá que em 1992 ocorreu o conhecido Massacre do Carandiru, quando durante uma rebelião no Pavilhão 9, os policiais, sob comando do coronel Ubiratan Guimarães, mataram 111 presos. Nenhum policial foi morto.
Denis Dervisevic/creative commons

A compartilhável essência do ser

Me parece simbólico o ato de procurar uma identidade antes de apurar com cuidado. Não sou Charlie, nem Ahmed, nem João, Francisco, nem ninguém. Ou melhor, sou alguém sim. Sou o Cauê, velho de guerra, meio confuso, um tanto perdido, tentando entender essa celeuma que se dá na França, na Europa, no Brasil, no mundo. Estou assustado, embasbacado, mas ao mesmo tempo bastante surpreso com a facilidade e rapidez com que despontam cientistas políticos nesse mundão digital.