Marco Feliciano

Agência Brasil/Fotos Públicas/GettyImages

O que Bolsonaro, Donald Trump e Kim Kardashian têm em comum?

São três personalidades completamente diferentes: um é um empresário egocêntrico cuja vaidade o levou a se candidatar à presidência dos Estados Unidos; o outro é um militar político abertamente homofóbico, preconceituoso e ignorante; e a terceira é a estrela de um reality show sobre a própria família onde nada de relevante acontece mas que ainda assim é visto por mais de 3 milhões de telespectadores toda semana. Então o que as trajetórias de três figuras aparentemente tão distintas têm em comum?
Felipe Neves

A dura tarefa de fazer um documentário sobre a relação dos evangélicos com a política

Na noite de 25 de junho de 2015, eu observava o movimento no aeroporto de Brasília à procura de algum rosto conhecido do mundo da política, quando levei um susto. A poucos metros de mim, na mesma fila de embarque, uma figura de terno brilhoso e cabelos penteados para trás ao melhor estilo leãozinho dedilhava tranquilamente seu smartphone, sem notar os olhares de asco que a fulminavam. Era o deputado federal Marco Feliciano, ícone da bancada evangélica no Congresso Nacional e uma das figuras mais controversas do já controverso cenário político brasileiro.