OPINIÃO

Brasil ganha prêmio de agência das Nações Unidas por combate à fome

01/12/2014 08:43 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

graziano

José Graziano da Silva em reunião na ONU, Nova York. Foto: ONU.

Em setembro deste ano, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, anunciou que o Brasil havia deixado de figurar no mapa da fome. Segundo a agência da ONU, o país de mais de 202 milhões de habitantes tinha cerca de 3,4 milhões de pessoas sofrendo de insegurança alimentar.

Neste 30 de novembro, domingo, a ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, representou o Brasil na cerimônia de entrega do Prêmio de Combate à Fome, da FAO. O evento ocorreu em Roma, na Itália, sede da agência.

Pobreza extrema

A distinção foi entregue pelo ex-ministro da pasta e agora diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.

E o Brasil não está sozinho no cumprimento da meta de combate à fome, mas ao lado de outros 12 países: Camarões, Gabão, Gâmbia, Etiópia, Filipinas, Irã, Ilhas Maurício, Kiribati, Malásia, Mauritânia e México.

A FAO lembra que o Brasil alcançou o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio de reduzir pela metade o número de pessoas famintas em seu território até 2015 assim como reduzir a pobreza extrema.

O relatório da agência, divulgado em setembro, sugere ainda que a pobreza extrema no Brasil caiu de 14% para 3,5% entre 2001 e 2012. Já o número de desnutridos diminuiu para menos de 5%.

Além da ministra brasileira, outras autoridades das nações agraciadas devem comparecer à cerimônia no Salão Verde da FAO para receber o diploma de Combate à Fome.

Entre eles estão: a vice-presidente da Gâmbia, Isatou Njie-Saidy e o ministro do Gabão de Segurança Alimentar, Luc Oyoubi.

No início deste ano, a FAO reconheceu o sucesso de três países na redução da fome. Já em 2013, 38 nações receberam a distinção por alcançar a Meta do Milênio antes do prazo final, marcado para o próximo ano.

Uma das propostas da FAO para combater a fome é o investimento em agricultura familiar. Na África por exemplo, mais de 60% das pessoas que vivem no continente tiram seu sustento da agricultura.

Em todo o mundo, 800 milhões continuam sofrendo de insegurança alimentar todos os dias, uma situção agravada pelos efeitos das mudanças climáticas como cheias, secas e outros eventos.

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