OPINIÃO

Blogueiro saudita é condenado a mil chibatadas e 10 anos de prisão

12/01/2015 11:45 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02
arquivo pessoal

As Nações Unidas afirmaram que estão "profundamente preocupadas" com uma sentença de mil chibatadas em público e a 10 anos de prisão contra um escritor de um blog na Arábia Saudita.

O vice-porta-voz do secretário-geral Ban Ki-moon informou que o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos manifestou preocupação com a sentença, que considerou severa.

Ataques

Farhan Haq contou ainda que a punição começou a ser executada na sexta-feira, 9.

De acordo com agências de notícias, o blogueiro Raif Badawi foi condenado por "insultos ao Islã" e "ataques cibernéticos". Organizações de direitos humanos afirmam que ele receberá 50 chibatadas por semana até completar as mil.

Badawi é o co-fundador de uma página de internet, que foi proibida, chamada "Rede Saudita Liberal".

Segundo o Alto Comissariado, ele foi preso, julgado e condenado por se manifestar pacificamente a favor da liberdade de crença e expressão no país árabe.

Mar Vermelho

Além dos 10 anos na prisão e das mil chibatadas, o blogueiro também terá que pagar uma multa equivalente a US$ 266 mil, mais de R$ 712 mil.

O início da punição foi feito em frente a uma mesquita na cidade de Jedá, no Mar Vermelho, e após as rezas muçulmanas de sexta-feira. Agências de notícias informaram que Badawi permaneceu em silêncio enquanto a sentença era lida em voz alta e durante os golpes.

O vice-porta-voz do secretário-geral lembrou, em Nova York, que a Arábia Saudita ratificou a Convenção contra a Tortura. Ele destacou que a Comissão contra a Tortura, na última revisão sobre a situação dos direitos humanos no país, em 2002, expressou sua preocupação com as punições de autoridades sauditas que não estão de acordo com a Convenção como castigos corporais incluindo chibatadas.

Haq disse ainda que o Escritório de Direitos Humanos da ONU já demonstrou preocupação no passado com outras sentenças severas impostas pelas autoridades sauditas a defensores de direitos humanos que expressam suas opiniões de forma pacífica.

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