OPINIÃO

Agências da ONU divulgam novas regras para proteger crianças na internet

06/09/2014 21:58 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02
UIT

Mais de 3,5 mil pessoas participaram em Istambul, na Turquia, do 9º Encontro Anual do Fórum de Governança da Internet (IGF, na sigla em inglês), que é apoiado pelas Nações Unidas. Um dos temas da agenda do encontro, encerrado na sexta 5, foi a segurança de crianças que usam a rede mundial de computadores.

A União Internacional de Telecomunicações, UIT, e o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, divulgaram um pacote de novas regras sobre o tema no último dia do evento. As "Diretrizes para a Indústria sobre a Proteção de Crianças Online" (COP) recomenda formas de melhorar a proteção dos menores e facilitar a chamada cidadania digital com responsabilidade.

Uma vez ativas na rede, as crianças estão expostas a vários riscos incluindo violações e abuso de criminosos, que se valem da inocência dos internautas mirins. Os golpes pela internet já são hoje uma triste realidade.

Oportunidades

Com o manual, as agências da ONU e os parceiros da iniciativa para proteger os menores pretendem ensinar crianças e adolescentes a buscar ajuda e conselhos quando precisarem, aprendendo a navegar de forma segura.

O secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré, que participou do encontro na Turquia, lembrou que as diretrizes atendem a uma nova realidade de mudanças e avanços importantes na tecnologia. Para ele, a revolução nas comunicações online criaram "oportunidades tremendas" para adolescentes e jovens, que, por outro lado, passaram a enfrentar riscos no infinito espaço cibernético.

Durante o Fórum em Istambul, os participantes - muitos deles online -, debateram ainda direitos humanos, privacidade, vigilância, liberdade de expressão e opinião, além de direitos econômicos, culturais e sociais, no mundo virtual. O fórum IGF registrou ainda 19 milhões de menções no twitter.

Em Istambul, os participantes refletiram sobre questões como, por exemplo, a forma pela qual a indústria da tecnologia da informação e comunicação (TIC) deve promover um ambiente mais seguro para crianças que navegam pela rede? Como fomentar participação cívica e conhecimento na internet? As novas regras dirigem-se especificamente a empresas que desenvolvem, distribuem e usam as TICs.

Facebook

Um dos parceiros da iniciativa, o diretor de políticas do Facebook Simon Milner, afirmou que a segurança das crianças na internet é "uma responsabilidade compartilhada de todos" tanto como os que se preocupam e ensinam as crianças, como também das companhias que fornecem serviços online, assim como legisladores. A maior rede social de contatos do mundo ajudou a formular as diretrizes e deve incorporá-las também em seus serviços.

De acordo com uma reportagem da Rádio ONU, o mundo terá 3 bilhões de internautas até o fim deste ano.

Dois terços deles vivem nos países em desenvolvimento. Mas no fim das contas, mais de 4 bilhões de pessoas ainda estão fora da rede mundial.

E a maioria dos que não têm acesso à internet vive exatamente em nações pobres. Na África, apenas 20% da população do continente devem estar conectados até dezembro deste ano.

O diretor do Unicef, Anthony Lake, lembrou que a inovação do setor privado ajudou a promover a revolução digital. Ele espera, no entanto, que essa revolução possa ser também experimentada pelas crianças carentes, ao mesmo tempo que possa mantê-las seguras e mais conectadas como cidadãs de um mundo cada vez mais digital.

As novas diretrizes para proteção de crianças online, incluindo estudos de casos, podem ser acessados aqui em inglês.

Foto: UIT.

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