OPINIÃO

O despertar para a consciência negra e um convite à reflexão

23/11/2016 12:57 BRST | Atualizado 23/11/2016 12:57 BRST
ASSOCIATED PRESS
Paul Bronson prays during a Black Lives Matter prayer vigil at First Baptist Church, a predominantly African-American congregation, in Macon, Ga., on Monday, July 11, 2016. The pastors of both First Baptist Churches in Macon are trying to bridge the stubborn divide of race against a painful and tumultuous backdrop. (AP Photo/Branden Camp)

Em novembro, aqui no Brasil, comemoramos o Dia da Consciência Negra, data da morte de Zumbi dos Palmares, o último líder do Quilombo dos Palmares, o maior dos Quilombos da época colonial. Os Quilombos eram como comunidades onde se abrigavam escravos que conseguiam fugir de fazendas, prisões e senzalas.

Na opinião de algumas pessoas, este feriado não deveria existir, pois acham injusto ter o Dia da Consciência Negra, e não ter o "Dia da Consciência Branca". Acredito que essas pessoas não devem refletir muito bem sobre a questão.

O sofrimento, a exclusão, a dor, que os negros passaram desde a época em que foram comercializados pelos portos do País, até hoje em dia parece não justificar um dia de pensamentos, orações e homenagens a este povo tão maltratado.

A quem diga que o Brasil, onde a maioria da população é negra, é um dos países mais racistas do mundo. Não é difícil perceber, é só olhar ao redor.

Onde estão os negros?

Onde moram?

Quantos negros estudam em escolas particulares?

Quantos negros estão se formando em curso superior?

Que tipo de trabalho os negros geralmente conseguem?

Quanto ganham?

A maioria dos presidiários são brancos?

Qual é a cor da maioria dos homens assassinados pela polícia (muitas vezes inocentes)?

Que o Dia e a semana da Consciência Negra sirva para reflexão. E porque não refletir sobre esse assunto todo dia? Abaixo uma poesia para provocar seus pensamentos sobre o assunto:

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