OPINIÃO

João Doria e a Revolução do 'Grátis'

Se antes grátis se referia a serviços de educação e saúde caríssimos e péssimos, agora a palavra é associada a doações de empresa que não afetam seu bolso.

29/03/2017 19:24 -03 | Atualizado 03/04/2017 20:59 -03
Nacho Doce / Reuters
Desde o início do mandato, Doria recebe ativamente doações de empresas em São Paulo.

O prefeito de São Paulo, João Doria, está revolucionando o conceito da palavra "grátis" na política.

Antes, grátis se referia a serviços de educação e saúde caríssimos (afinal, o brasileiro não tem quase 40% da sua renda tomada pelo governo à toa) e de péssima qualidade.

Exemplos: escolas públicas e hospitais públicos.

Agora, o "grátis" se refere a empresas privadas voluntariamente trabalhando ou doando materiais sem cobrar nada em troca.

Exemplos: McDonald's empregando moradores de rua e KaBum doando computadores para a prefeitura.

Mas é claro que não existe almoco grátis. As empresas que estão fazendo tais ações evidentemente querem algo em troca. O que, então? Reconhecimento.

O video que João Doria publicou na sua página sobre a acão do McDonald's teve mais de seis milhões de visualizações. São seis milhões de pessoas assistindo a organizacão realizando uma boa ação. Tudo isso a um custo relativamente baixo.

O reconhecimento por parte da populacão é um pagamento justo, visto que o que as empresas estão fazendo é de fato digno de reconhecimento e admiração.

Que mais politicos parem de defender o velho "grátis", caro e ineficiente, e passem a entregar mais do novo "grátis", o único que é de fato grátis.

Bem, ao menos você não terá seus impostos aumentados pela ineficiência do governo...

*Este artigo é de autoria de colaboradores do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o Huffington Post é um espaço que tem como objetivo ampliar vozes e garantir a pluralidade do debate sobre temas importantes para a agenda pública.

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