OPINIÃO

O sonho político do jovem brasileiro

02/10/2014 18:13 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:56 -02
ASSOCIATED PRESS
Senate candidate Robert Fitzgerald chats after a debate last week in St. Paul, Minn. (AP Photo/Jim Mone)

Muita gente cresceu ouvindo o discurso de que política e religião não se discute. As manifestações de junho de 2013, no entanto, provaram o contrário: os jovens querem falar sobre política e mais que isso, querem uma nova forma de tratar o assunto. Faltando poucos dias para as eleições, muitos desses jovens promovem iniciativas ligadas ao tema pelo Brasil.

Entre as ações, foi lançada na semana passada a pesquisa "O Sonho Brasileiro da Política", que procurou entender quem são os jovens que estão transformando o país. Dela, saíram dados interessantes como o fato de que 18% dos jovens afirmam que passaram a se interessar mais por política depois do movimento que levou milhões às ruas no ano passado. Não havia nenhuma mobilização política tão forte no país desde 1992, quando o povo foi às ruas pelo impeachment do ex-presidente Collor.

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Outro ponto interessante é o fato de que existe um grupo de jovens brasileiros (8%) que, além de se interessar, está se mobilizando e buscando criar novas formas de atuar politicamente. Estes jovens querem ver suas causas atendidas e lutam por isso, para além dos meios tradicionais e institucionais. As principais causas pelas quais eles simpatizam são, em primeiro lugar a cultura de paz, seguida por inclusão e igualdade social, a causa ambiental, a cultura da periferia e, por fim, a causa da internet livre.

Lab hacker, o movimento "A batata precisa de você", o "Meu Rio", "Minha Sampa", "Colab.re" e Politiquê são apenas alguns exemplos iniciativas de jovens que tem se mobilizado pelo Brasil afora.

Mais um exemplo é a Virada Política, que acontece este final de semana em São Paulo. Serão 24 horas de debates, oficinas e o que eles chamam de experiências colaborativas no largo da batata, nas últimas horas antes das eleições. A ideia é ocupar a cidade com atividades organizadas pela sociedade civil - pessoas, coletivos e instituições. O movimento é gratuito e qualquer pessoa que quiser pode entrar no site e inscrever uma atividade na programação (como acontece com a virada cultural e a sustentável).

Discutir política das suas mais variadas formas é fator importante para um país com liberdade e direitos. Sem interferência do povo, não há democracia.

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