OPINIÃO

Por que devemos nos preocupar com a primeira infância

Quando o investimento nessa fase da vida é baixo, as consequências danosas são sentidas por toda a sociedade.

31/10/2017 19:59 -02 | Atualizado 31/10/2017 19:59 -02
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Governo de Brasília criou programa que fomenta maior integração entre órgãos públicos, famílias e setor privado sobre direitos de crianças e adolescentes.

Já é comprovado cientificamente que a formação das crianças é determinante para que as experiências dessa fase da vida sejam essenciais para o desenvolvimento de todos. Se essa vivência for saudável, a probabilidade de termos uma vida mais feliz e de realizações cresce exponencialmente.

Precisamos orientar as famílias, principalmente as mais carentes, sobre como buscar apoio nos serviços públicos, como creches, escolas, centros de saúde, conselhos e outros órgãos e instâncias, a fim de criar um ambiente que garanta uma infância protegida e feliz.

Quando o investimento na primeira infância é baixo, as consequências danosas são sentidas por toda a sociedade. Crescem os índices de criminalidade, as taxas de gravidez precoce na adolescência, os números de evasão escolar, sem contar as perdas de talentos que farão falta no desenvolvimento do País.

Por isso, é louvável o pioneirismo do governo de Brasília ao criar um programa que fomenta a maior integração entre órgãos públicos, famílias, sociedade civil, setor privado e cidadãos, para a promoção e garantia de direitos das crianças e dos adolescentes.

Batizado de Criança Candanga – resgatando a identidade e determinação dos pioneiros que construíram Brasília –, o programa prioriza as crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, cidadãos, respeitando a diversidade cultural, valorizando a memória e a identidade e o protagonismo social.

Quanto mais cedo investirmos na primeira infância, mais cedo encontraremos soluções para problemas que hoje parecem insolúveis.

Vamos difundir essa ideia para que outras partes do País possam investir cada vez mais nas nossas crianças e dar, não só um futuro, mas um presente mais digno a todas elas.

*Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o HuffPost oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.

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