OPINIÃO

Não somos coadjuvantes

Deve haver mais mobilização na luta pelo fim da violência contra as mulheres, e essa causa deve estar no topo das agendas políticas.

23/03/2017 14:23 -03 | Atualizado 30/03/2017 21:26 -03
Shannon Stapleton / Reuters
Manifestantes se reúnem na Marcha das Mulheres em Washington em janeiro.

A mulher é protagonista de vários papéis. Mas muitos homens querem nos tratar como coadjuvantes, subordinadas às vontades deles. Como se fôssemos "propriedade", como se não pudéssemos ter controle sobre nossa vida, nosso corpo, nossa liberdade.

Deve haver mais mobilização da sociedade na luta pelo fim da violência contra a mulher, e essa causa deve estar no topo das agendas políticas e dos governos.

O movimento pelo direito de proteção social e do Estado às mulheres deve ser cada vez mais fortalecido e os serviços devem ter busca ativa. Assim como os valores e comportamentos devem ser transformados no convívio social e no trabalho.

É fascinante testemunhar a luta das mulheres pelo mundo para deixar evidente que a busca por acesso à Justiça não é porque somos vítimas, mas porque somos detentoras de direitos.

Para isso, é fundamental que as mulheres se mantenham informadas, tendo conhecimento das leis para exigir os seus direitos.

Precisamos estimular as famílias, comunidades e empresas a respeitar as diferenças.

A luta por equivalência de direitos não é uma bandeira empunhada apenas por nós. Os homens de visão já perceberam que ela é fundamental para vencermos a ofensiva conservadora que se propaga pelo mundo e para avançarmos na justiça social.

Quando reivindicamos melhores condições de trabalho e salários equivalentes, não pedimos privilégios nem desejamos agir como homens. Pelo contrário, queremos manter nossa condição feminina com respeito e direitos equitativos.

O protagonismo feminino, tantas vezes invisível na história da humanidade, não pode ficar em voga apenas no mês de março, durante as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher. Até porque precisamos de respeito em todos os outros 364 dias do ano.

Participe, seja protagonista nessa luta.

*Este artigo é de autoria de colaboradores do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o Huffington Post é um espaço que tem como objetivo ampliar vozes e garantir a pluralidade do debate sobre temas importantes para a agenda pública.

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