OPINIÃO

Privatização da Eletrobras: Vitória da energia brasileira

Nos últimos 15 anos, a Eletrobras causou um prejuízo de R$ 250 bilhões aos cofres públicos.

25/08/2017 13:30 -03 | Atualizado 25/08/2017 15:42 -03
Adriano Machado / Reuters
Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, são os responsáveis pela agenda de privatização no País.

Os rombos causados pela elite política ao manipular a Petrobras e o BNDES em nome de seus esquemas corruptos mostram o desastre que é deixar setores da economia sob controle governamental.

A privatização da Eletrobras é um passo importante na melhor rota para o Brasil: liberalizar o mercado e tornar investidores e empreendedores, não o pagador de impostos, os responsáveis por assumir os riscos da atividade empresarial.

Nos últimos 15 anos, a Eletrobras deu um prejuízo de R$250 bilhões aos cofres públicos. Sua existência como estatal muito beneficiou políticos e burocratas, mas o maior retorno que o povo teve foi de uma imensa conta a pagar.

E o prejuízo não foi apenas no bolso, como também ao debate político nacional: Dilma promoveu um falso corte no preço da conta de luz para se reeleger, conforme atestou o Tribunal de Contas da União. Mais de R$ 40 bilhões foram torrados nessa fraude, o que já mostra como o controle político sobre o setor energético é desastroso para os lares brasileiros.

As cifras deixam claro o motivo de os petistas serem contra a privatização das estatais: o assalto que praticaram contra o País e a picaretagem no horário eleitoral dependeram de o governo ter domínio sobre larga parte da riqueza nacional.

A narrativa ''querem criminalizar a Petrobras e o BNDES'', tão repetida por Lula em sua descarada campanha eleitoral antecipada, foi criada não pelo PT achar que muitos cidadãos consideram essas empresas criminosas. Mas porque muitos cidadãos agora sabem que estatais são ninhos de corrupção, devendo ser privatizadas ou fechadas. Nada mais apavorante para quem busca desviar recursos estatais para financiar seu projeto de poder.

O benefício de uma Eletrobras privada torna-se óbvio. Livre do controle político, a empresa terá total autonomia para fazer o que uma empresa deve fazer: aumentar sua eficiência, diminuir custos, melhorar seus serviços e lucrar o quanto sua competência lhe permitir.

Ganham os brasileiros, que terão serviços de energia mais estáveis e baratos. E ganha a iniciativa privada com a devida recompensa pelo seu bem gerido negócio.

Os únicos perdedores da transação, faz-se notar, são os políticos que nada pagam, nada produzem e pretendiam usar a estatal para explorar o bolso alheio em nome de sua agenda particular.

Sob a perspectiva do interesse do cidadão comum, a privatização é a melhor alternativa. Seus mais furiosos oponentes, sem surpresa, são os mesmos que jogaram o Brasil em sua presente crise econômica e pretendem fazer pior caso voltem ao poder.

*Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o HuffPost oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.

LEIA MAIS:

- Distritão e Fundão bilionário: As armas da elite política para se manter no poder

- Fundo Partidário de R$ 6 bi é o símbolo dos privilégios da classe política

A mais grave crise do Governo Temer