OPINIÃO

Os aposentados de amanhã dependem das reformas de hoje

Ao discursar contra a reforma da Previdência, Lula não defende o trabalhador de hoje, mas golpeia o aposentado de amanhã.

24/03/2017 13:24 -03 | Atualizado 24/03/2017 20:40 -03
Anadolu Agency via Getty Images
Em São Paulo, milhares protestaram em março contra reforma da Previdência.

''Neste momento, nos cabe enfrentar o maior desafio, para a política fiscal no Brasil e para vários países do mundo, que é a sustentabilidade da Previdência Social em um contexto de envelhecimento da população.''

Ex-presidente Dilma Rousseff, 2 de fevereiro de 2016.

A necessidade de reforma diante de gastos previdenciários insustentáveis e do envelhecimento demográfico não é novidade: é realidade reconhecida até mesmo pelo último governo petista.

No entanto, no debate da reforma da Previdência, o PT promete o impossível para tentar enganar o povo. A máquina de mentiras ambiciona retornar o petismo ao poder e acorrentar o País a uma ideologia que destruiu a economia, os empregos e os sonhos de toda uma geração.

Do mesmo modo que o rombo nas contas públicas foi maquiado para reeleger Dilma Rousseff e a Justiça brasileira é demonizada para acobertar os crimes de Lula, finge-se que o atual modelo previdenciário não está falido para preservar-se o poder e riqueza das centrais sindicais, grupos muito interessados em manter e expandir seus privilégios através dos gastos estatais.

De quebra, ainda cria-se a criminosa narrativa de que ter um modelo de Previdência responsável é fazer o brasileiro ''trabalhar até a morte'', ignorando o fato de que vários países do mundo possuem idades de aposentadoria iguais ou superiores às da reforma proposta pelo governo de Michel Temer.

É irônico que até Dilma, que sofreu impeachment por uma enorme fraude fiscal, tenha aceito que a conta da Previdência não fecha. No entanto, a contabilidade criativa petista espalha hoje nas ruas que ''não há rombo no setor''.

Caso a vontade do PT fosse feita, em pouco tempo teríamos um desastre fiscal nunca antes visto recaindo sobre os aposentados brasileiros, algo que colocaria milhões de pessoas numa situação financeira aterrorizante.

Tudo isso em nome de a elite petista conquistar benefícios políticos de curto prazo para si e suas militâncias.

É uma renovada tentativa de ter gastos estatais enchendo os bolsos da máquina petista, insanidade que os brasileiros já mostraram rejeitar nas eleições municipais de 2016.

A derrotada ideologia agora retorna com o mesmo discurso, desta vez mirando as eleições de 2018.

Ocorre que Lula não defende o trabalhador de hoje, mas golpeia o aposentado de amanhã.

A tentativa de impedir reformas faz parte do reacionarismo petista: brada-se contra as medidas de recuperação nacional como se isso revertesse a rejeição popular ao partido da estrela vermelha, responsável pelas ruínas em que o País hoje se encontra.

A reforma da Previdência deve ser feita pois é o certo e o necessário, uma demonstração de que o futuro vale a luta de hoje.

É um dever do cidadão comum exigir que os políticos e os servidores públicos deem o exemplo e mostrem ao pagador de impostos seu compromisso com a mudança.

O bem-estar do povo brasileiro é a prioridade, não os interesses do petismo e seus comparsas sindicais.

*Este artigo é de autoria de colaboradores do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o Huffington Post é um espaço que tem como objetivo ampliar vozes e garantir a pluralidade do debate sobre temas importantes para a agenda pública.

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