OPINIÃO

Nice e o Ocidente: É preciso enfrentar o Islã radical

18/07/2016 16:16 -03 | Atualizado 18/07/2016 16:16 -03
AHMAD GHARABLI via Getty Images
French Consul General Herve Magro (L) lights a candle during a vigil in tribute to the victims of the deadly attack in the French Riviera city of Nice on July 18, 2016 outside the French Institute in Jerusalem. Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, 31, rammed a 19-tonne truck into a large crowd as July 14 fireworks were ending on the Promenade des Anglais seafront in the French Riviera city, killing 84 people. / AFP / AHMAD GHARABLI (Photo credit should read AHMAD GHARABLI/AFP/Getty Images)

Inexplicavelmente, as hashtags e filtros do Facebook não surtiram efeito: a França foi novamente alvo do terror.

O autor foi um caminhão que adquiriu vida própria e atropelou uma multidão de franceses comemorando o 14 de julho, dia da Queda da Bastilha, matando mais de oitenta pessoas e ferindo centenas.

Tal narrativa ridícula foi como vários veículos de mídia cobriram o evento , explicando algo sobre a cegueira ocidental.

Nossa civilização hoje fala muito de ''tolerância'' e ''diversidade'' e pouco de ''liberdade'' e ''defesa''.

A ideia de que nossas conquistas quanto ao pluralismo e respeito ao próximo são permanentes é pura ilusão.

O preço da liberdade é a eterna vigilância. E o Ocidente está falhando em reconhecer e enfrentar a tirania como ela se apresenta em nossos tempos: sob a forma do terrorismo e mais especificamente, o radicalismo islâmico.

Seja através do jornalismo míope ou da patrulha contra a ''islamofobia'', existe grande resistência em reconhecer que é inviável tolerar os intolerantes, que uma crença totalitária está matando e amedrontando inocentes por odiar o seu modo de vida.

O Estado Islâmico ilustra tal visão: ele anseia por nada menos do que a total submissão dos povos ao seu califado, regido pela Sharia. A lei islâmica impõe desde o governo teocrático até a desumanização da mulher e a morte aos homossexuais.

Esta ideologia política, que prega o uso da força como ferramenta para o domínio absoluto, não se encaixa como participante legítima de uma sociedade livre.

Por isso seus adeptos anseiam destruir o Ocidente e tudo que ele representa, atacando cidades icônicas e fazendo chacinas em datas que marcaram nossa história e cultura.

O que falta é o próprio Ocidente reconhecer a situação, se unindo para rejeitar com firmeza a abominação que é o radicalismo islâmico, prometendo perseguir e eliminar aqueles que tiranizam inocentes com ataques e ameaças covardes.

A linguagem que tais bárbaros entendem é a da força. Nossa indecisão os encoraja a expandirem suas operações e se tornarem mais ousados. Nossa determinação é o que pode salvar a nós e a eles mesmos da insanidade e da crueldade que eles cultivam.

Não é uma disputa somente de armas, é também de valores. Os ocidentais que se deixam seduzir pelos terroristas o fazem pelo nítido contraste entre nosso desânimo para defender nosso modo de vida e o senso de propósito que os radicais mostram ao defender o Islã. A paixão na defesa da causa é um modo de convencer as pessoas que ela merece ser abraçada.

Nossos maiores desafios, como se vê, são internos. É preciso priorizar a defesa dos pilares do mundo livre, abrindo mão da ilusão confortável de que o terrorismo islâmico recuará por conta própria.

Reafirmemos o vigor do Ocidente, mostrando que lembramos os valores que, se não nos fizeram perfeitos, ao menos nos possibilitaram a criar sociedades onde a justiça, a liberdade e a paz encontraram terreno para florescer e pessoas para lhes defender.

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