OPINIÃO

Discurso de ódio: Para os conservadores, a morte; Para a direita, nenhum diálogo

19/10/2015 13:27 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

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''Ao conservador, estamos dispostos a oferecer um bom paredão, onde vamos colocá-lo na frente de uma boa espingarda, com uma boa bala. E vamos oferecer-lhe depois uma boa pá, uma boa cova. Com a direita e o conservadorismo, nenhum diálogo. Luta.''

Trecho do discurso de Mauro Iasi, professor da UFRJ, sindicalista, candidato à presidência pelo PCB e ex-petista.

Foi recebido com indignação? Nada disso. A plateia do II Congresso Nacional da CSP-Conlutas aplaudiu efusivamente o socialista.

As alegações de que ''a direita'' (na qual é um erro colocar o PSDB) é intolerante e violenta muitas vezes são feitas capturando civis radicais isolados dentro das grandes manifestações de rua, generalizando tal conduta para todos os que ali estão.

Se esta é a conduta da grande mídia e da esquerda brasileira ao tratar da oposição civil, como agem diante de uma liderança esquerdista incitando o fuzilamento da divergência e sendo aplaudida por centenas de militantes? Com um silêncio ensurdecedor.

Um mínimo de consistência entre discurso e prática é necessária para se manter um debate político saudável. A conivência com a fala de Iasi é parte de um problema maior, onde partidos que pregam ''socialismo e liberdade'' apoiam ditadores homofóbicos e regimes hostis aos LGBT.

Se a violência contra cidadãos pacíficos é tolerada em nome de agendas ideológicas, as liberdades individuais e o próprio bem-estar das pessoas estará em risco no Brasil.

O repúdio público e a exigência de uma ação exemplar da Justiça frente ao discurso de Mauro Iasi é uma obrigação de todo brasileiro que deseja viver em um país onde exista pluralidade de pensamento e segurança para expressar livremente suas convicções políticas, sem medo de se tornar alvo de revolucionários que colocam sua ideologia acima da vida de outras pessoas.

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