OPINIÃO

A prosperidade como meta para o Brasil

02/10/2015 17:47 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

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É fácil constatar que o Brasil possui grandes problemas em diversas áreas essenciais para o desenvolvimento de sua sociedade. Enquanto é correto observar que os mais pobres são os principais prejudicados com essa situação, o problema é diagnosticado de forma equivocada.

A alta desigualdade observada não é o motivo do sofrimento de nossa população. Ela é a consequência do nosso atual modelo político-econômico, que concentra poder nas mãos do Estado.

O real problema do cidadão brasileiro é a carência do atendimento de suas necessidades.

Em primeiro lugar, cabe diferenciar pobreza de desigualdade.

Pobreza é a situação em que o indivíduo não satisfaz adequadamente suas necessidades básicas com a riqueza que possui.

Desigualdade é a constatação de que os indivíduos possuem quantidades distintas de riqueza, seja por motivos pessoais ou externos a eles.

Nota-se que o real empecilho para o cidadão possuir uma vida plena é a pobreza, não a desigualdade.

Se todos os brasileiros passassem ao nível de renda mais baixo, teríamos um igualitarismo exemplar.

Mas o resultado dessa mudança não seria outra coisa fora mais pessoas sofrendo ao não conseguirem viver de uma forma digna.

Podemos também comparar a desigualdade de renda entre nações.

O Chile é mais desigual que a Venezuela, os EUA são mais desiguais que a Índia, a Nova Zelândia é mais desigual que a Etiópia.

É nítido que a qualidade de vida da população é afetada pela ausência de prosperidade.

Nesses países pobres, o problema não é o fato de milionários existirem, mas sim do cidadão comum não possuir um sustento adequado.

A economia não é um jogo de soma zero.

A real questão é: o que está sendo feito nesses países para tais tragédias sociais acontecerem, com boa parte da população se vendo presa na miséria?

A resposta pode estar na ausência de liberdade econômica observada nos lugares mais pobres do planeta.

A riqueza não é criada pelo Estado, mas confiscada por ele.

É por meio dos impostos e regulações que ele extorque e controla a sociedade produtiva, se mantendo de pé e gastando a riqueza da população, como acredita ser adequado.

O problema é que o gasto do governo não substitui bem as demandas e necessidades dos indivíduos na sociedade, diferentes entre si e dotadas de preferências subjetivas.

Quando esse fato é ignorado, observamos a chamada ''pretensão do conhecimento'': o corpo burocrático cria uma infinidade de técnicas e estudos para fugir do fato de que é impossível ele cumprir a tarefa de substituir as escolhas de cada cidadão.

Eis o motivo da ruína das nações socialistas e o descompasso entre governo e sociedade nos países com maior intervenção econômica.

O planejamento governamental e a imposição de uma agenda resultam no uso da força contra cidadãos pacíficos, a fim de fazer que eles desistam de tocar suas vidas de forma independente.

As barreiras protecionistas e a burocracia para montar e manter negócios são exemplos disso. A todo instante o cidadão é hostilizado por empreender e adquirir seu próprio sustento.

O Brasil precisa apostar no brasileiro. Não é o governo que retira o governo da crise, nem o governo que sustenta o País.

A chave para melhorarmos a vida da população é facilitarmos que ela possa trabalhar para resolver seus problemas de forma autônoma, sem lidar com tantas complicações legais para poder dizer que trabalha honestamente, cumprindo a lei.

A mentalidade estatista, segundo a qual cada problema é pretexto para aumentar a influência do Estado, foi o que nos trouxe até este trágico capítulo de nossa história.

Reconhecer a inadequação do atual modelo e nos abrirmos a novas ideias será essencial para caminharmos para a prosperidade.

E a livre-iniciativa pode ser uma grande aliada para essa tarefa.

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