OPINIÃO

17 de Abril: a vitória da Constituição

18/04/2016 19:44 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Igo Estrela via Getty Images
BRASILIA, BRAZIL - APRIL 17: Deputies of the Lower House of Congress vote on whether to impeach President Dilma Rousseff, April 17, 2016 in Brasilia, Brazil. The vote will decide whether to impeach Rousseff over charges of manipulating government accounts for political gains. (Photo by Igo Estrela/Getty Images)

Na Esplanada dos Ministérios, cada um dos 367 votos a favor da deposição de uma presidente criminosa foi recebida com intensa vibração.

De verde e amarelo, dezenas de milhares de brasileiros acompanharam pelos telões próximos ao Congresso Nacional o processo de impeachment que marca uma nova geração.

A consciência dos manifestantes acerca da lei suprema, a Constituição Federal, era notável durante o discurso de cada deputado.

No momento em que o parlamentar ligava a fraude fiscal com o artigo 85, os aplausos começavam. Quando ele falava que pedalada fiscal não era crime de responsabilidade, iniciava-se uma vaia ensurdecedora.

Os cidadão, em suma, sabiam que sua República tinha regras, e a chefe do Executivo não está acima delas.

Uma atrocidade com o dinheiro do pagador de impostos, decretada de forma a permitir uma reeleição baseada na mentira, foi exposta pelo Tribunal de Contas da União e pelo Ministério Público.

Sob os fundamentos jurídicos apontados de forma clara e objetiva por Janaína Paschoal, Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo, a nação entendeu a gravidade do crime que o Planalto realizou contra o Brasil.

O resultado foi o 13 de Março de 2016, a maior manifestação já vista pela Nova República.

Quem foi às ruas sabe que Dilma só se relaciona com ''golpe'' em um único contexto: o golpe fiscal, cometido por ela mesma.

E foram estes brasileiros que ontem, em vigília, acompanharam atentamente o trabalho da Câmara dos Deputados.

Nestas horas, não restou dúvida de quem defendeu a Constituição de 1988 e quem optou por tentar livrar Dilma Rousseff da punição cabível aos seus atos.

O absurdo do voto ''Não'' era conhecido até pelos deputados que aderiram a ele. Fora os próprios petistas e os integrantes da esquerda radical, os fisiológicos que venderam suas consciências evitaram discursar ao microfone, ciente de que sua base eleitoral se enfureceria a cada segundo que via a baixeza moral de tal posição parlamentar.

No fim, felizmente, a grande maioria dos políticos aderiu ao voto fiel à Constituição e ao povo brasileiro: O ''Sim'' ganhou de maneira retumbante.

Como não poderia deixar de ser, foi a derrubada de mais uma mentira propagandeada pelo Partido dos Trabalhadores, que alardeou uma suposta ''virada'' de votos nos últimos dias.

Os portais financiados por verba estatal federal (está na hora de cortar) panfletaram as declarações do Planalto e de deputados petistas de que o governo tinha mais de 200 votos para barrar o Impeachment.

Foi a derrota de uma mentira. Ou melhor, de duas: essa, e a do Brasil da campanha eleitoral de Dilma, um teatro forjado através de manipulações fiscais e desrespeito à Carta Magna.

No dia 17 de Abril, a Câmara decidiu colocar fim a uma farsa. E o povo nas ruas comemorou, voto a voto, a consolidação de um País que não aceita a tirania de populistas.

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