OPINIÃO

O que o anúncio de Zuckerberg nos ensina sobre liderança e negócios

05/08/2015 14:49 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Reprodução/Facebook

Em outro do ano passado escrevi aqui sobre liderança. Naquele momento o que me motivou foi a declaração pública de Tim Cook. Agora, cerca de dez meses depois, a motivação vem da recente declaração de Mark Zuckerberg. No último dia 31 de julho, Zuckerberg anunciou que ele e sua esposa, Priscilla Chan, estão esperando uma menina. A gravidez de Zuckerberg e Priscilla é uma linda notícia. Contudo, o anúncio é importante também em outras dimensões relacionadas a sociedade e aos negócios.

Em um post com um tom bastante pessoal e pouco usual, o fundador do Facebook chama a atenção o estigma em torno dos abortos espontâneos. É bem provável que diversas mulheres e homens tenham se identificado rapidamente com o cenário descrito por Zuckerberg que passou pela experiência dolorosa de três abortos espontâneos. Um survey recente publicado pelo periódico Obstetrics & Gynecology mostra o quanto a experiência do casal Mark e Priscilla é mais comum do que queremos acreditar e mostra também o quão difícil e solitária é a perda de uma gravidez não só para a mulher e para o casal como também para o homem. Assim, ao publicar parte da sua jornada, Zuckerberg intencionalmente chama atenção para um assunto difícil e delicado que se faz presente na vida de diversos casais.

Ao estimular o debate sobre abortos espontâneos e as fragilidades em torno da expectativa de uma gravidez bem sucedida, Zuckerberg compartilha uma experiência pessoal e íntima de superação; assim como fez Tim Cook em outubro de 2014. E como isso se relaciona com negócios? Estamos diante de dois exemplos importantes de liderança autêntica (isso porque ainda não falei aqui de Dave Goldberg e da forma como Sheryl Sandberg e a empresa SurveyMonkey estão lidando com sua morte prematura).

A liderança autêntica reconhece seu papel para além das fronteiras da firma. É uma liderança que percebe o seu papel como parte de algo ainda maior que o legado do seu negócio. Uma liderança que sabe que a sua empresa é tão boa quanto é a sociedade que a sustenta. Uma liderança que se vê parte da sociedade e que quer transformá-la e desenvolve-la não só através da produção de bens e serviços mas também com exemplos, empatia e identidade. Essa é a liderança que esperamos ver cada vez mais em uma sociedade e contexto de negócios cada vez mais marcados por responsabilidade social corporativa, empreendedorismo social e cooperação.

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