OPINIÃO

Por um Brasil criativo

01/09/2014 08:50 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02
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Há um tempo que não posto nada aqui. Vou compartilhar um sentimento que me tomou conta na noite da última quinta-feira, quando ajudei a transformar em realidade um sonho que tive em parceria com um grupo de empreendedores há mais de dois anos.

Quando o Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, criou a Secretaria de Economia Criativa, em 2011, enxerguei nesta ação uma grande possibilidade de fazer com que a criatividade brasileira fosse fomentada da forma como acredito que deve ser.

Hoje, o Brasil, país com 200 milhões de habitantes, possui menos patentes que a Dinamarca, que tem apenas 4 milhões, e isso é apenas um demonstrativo - dentre vários - que mostra o quanto subaproveitamos nossa capacidade criativa. Além disso, US$ 8 trilhões de dólares são gerados através da Economia Criativa no mundo, e o Brasil gerou, nos últimos anos, cerca de R$ 104 bilhões.

Estes dados mostram claramente que é preciso fomentar este setor. Temos muita matéria-prima e muitas referências e está na hora de o Brasil assumir a posição de potência criativa no mundo, sem necessariamente estar vinculada ao "jeitinho brasileiro", e sim a uma genuína capacidade de inovação herdada da miscelânea de culturas, credos e etnias que possuímos em nossa vasta extensão territorial.

De início, a ideia do prêmio era conceber uma premiação para a criatividade na cidade de São Paulo. Acontece que, felizmente, a ideia foi abraçada por todos com quais fui plantando essa semente e, em dois anos, o projeto se tornou algo muito maior: o Prêmio Brasil Criativo.

Primeiro, tivemos o apoio imediato e irrestrito do pessoal do Catraca Livre, como o Gilberto e o Marcos Dimenstein, que conversa com os ideais do projeto. Depois, o Eduardo Saron, do Itaú Cultural, também endossou a ideia e cedeu o Auditório Ibirapuera para a cerimônia de encerramento. A 3M abraçou o projeto em uma etapa importante de captação de recursos, tornando concreta a realização do Prêmio. Isso tudo, junto, fortaleceu a ideia e o secretário Marcos Carvalho, da Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura também quis apoiar em nome do Ministério.

Agora o Prêmio Brasil Criativo era real, nacional e oficial. E, na noite de quinta (28), inauguramos a primeira etapa - de inscrições - da premiação. Foi uma festa emocionante cercada de amigos e parceiros, desde os que viram a ideia nascer até os que foram se aprochegando no decorrer do processo. E hoje eu acordei feliz. Feliz por ter dado esse passo em nome da criatividade brasileira, por ter mobilizado organizações e pessoas que tornaram possível legitimar a importância das atividades criativas para o Brasil.

A celebração começou às 19h, com a recepção dos convidados para a apresentação do Prêmio. Às 20h a lindíssima Renata Simões subiu no palco para apresentar a proposta desta empreitada e os ilustres convidados que nos brindaram com suas presenças.

Eu fui o primeiro, e foi nesta hora que eu me dei conta que já era tudo real. Havia uma plateia lotada para ouvir o que eu tinha para dizer: uma história como a que conto aqui para vocês, da importância de corrermos atrás dos nossos sonhos, e da importância que tem atrelar sonhos à uma melhoria da economia, da sociedade, do entorno, do país.

Depois de mim, Marcos Dimenstein, diretor de negócios do Catraca Livre, contou para todos que o Catraca acabou de encontrar uma frase que o define: "informar para empoderar", e saber que a cerimônia de abertura do Prêmio Brasil Criativo foi o local escolhido para esse anúncio de um projeto jornalístico de 6 anos também foi gratificante.

Ainda tivemos a ilustre presença do diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron. que pessoalmente assumiu seu interesse na democratização e no reconhecimento da cultura e da arte no brasil. Depois de Saron, subiram ao palco, ainda, o assessor especial Gabriel Portela Salier, representando a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, expressando a alegria em poder também endossar essa ideia. Por fim, o próprio Secretario de economia Criativa do Ministério da Cultura deu seu parecer, enfatizando a alegria e realização que o Ministério tem em poder chancelar uma ideia como essa.

Após a apresentação, um vídeo liberou o pessoal para o coquetel, onde sorrisos e taças se cruzaram até o final da noite. E fui dormir tranquilo, na certeza de ter contribuído com o meu país.

Legenda da foto: Da esquerda para a direita, o curador Lincoln Seragini, Lucas Foster (eu), o jornalista Gilberto Dimenstein, Gabriel Portela Salier (Secretaria Municipal da Cultura), secretário da Economia Criativa Marcos Carvalho, o head de marketing da 3M Luiz Eduardo Serafim, e o diretor do Itaú Cultural Eduardo Saron.

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