OPINIÃO

OMS está de olho na quantidade de sal e de açúcar na comida das crianças

25/02/2015 19:32 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

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Foto: OMS/N. Dewi.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer combater os impactos negativos das propagandas de alimentos infantis. Nesta semana, o escritório da agência na Europa lançou um guia para ajudar os países a classificar os alimentos de acordo com sua composição nutricional. Com a iniciativa, os legisladores poderão determinar se o produto está apto, ou não, a ser comercializado para as crianças.

Segundo o Escritório Regional da OMS na Europa, os menores são incentivados a uma dieta rica em sódio, açúcar e gordura por causa de comerciais e do marketing de empresas alimentícias. Um outro problema são as bebidas com teor energético, produtos com altas taxas de gorduras trans e saturadas.

No guia, a OMS recomenda aos países formas de evitar que as crianças consumam uma dieta rica em calorias. Apesar de algumas ações de governos para restringir comerciais do tipo, as propagandas de produtos ricos em sódio, açúcar e gordura continuam na internet, em outdoors e na TV.

O tema da obesidade infantil causada por dietas inadequadas é um dos focos dos especialistas em saúde e política, já que o problema está relacionado a doenças crônicas que costumam aparecer depois, na vida adulta.

Especialista da OMS na Europa, Gauden Galea afirma que com os níveis atuais de obesidade nas crianças, não pode haver nenhuma razão para propagandas de alimentos ricos em sódio e em gordura.

Atualmente, 33% das crianças de até 11 anos e 27% dos menores de 13 anos sofrem com problemas de sobrepeso. Os campeões de produtos na categoria de risco para a saúde dos menores são: refrigerantes, barras de cereais adocicadas, comidas prontas e as refeições fast-food.

O modelo da OMS foi compilado em consultas com os países da Europa e é baseado nas experiências da Dinamarca e da Noruega, que restringem a propaganda de alimentos inadequados à saúde das crianças.

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