OPINIÃO

2017 será um ano pior para o Brasil em termos de desemprego

13/01/2017 18:36 -02 | Atualizado 13/01/2017 18:36 -02

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Trabalhador no Afeganistão. Foto: Banco Mundial/Graham Crouch

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, acaba de divulgar o relatório "Panorama Social e de Empregos Mundial" e os dados não são nada animadores.

Neste ano, o mundo deverá ter 201 milhões de desempregados, quase o tamanho da população do Brasil e mais de sete vezes a de Moçambique, na África. Serão 3,4 milhões a mais de pessoas sem trabalho, na comparação com 2016.

O total de pessoas buscando um emprego será maior do que a capacidade das empresas de criar novas vagas.

Brasileiros

A OIT prevê que no Brasil, o índice de desemprego aumente para 12,4%. Ao ser entrevistado pela ONU News, o diretor do Escritório da OIT em Nova York, Vinícius Pinheiro, declarou haver "uma frustração muito grande em relação à performance econômica, principalmente nos países emergentes, como Brasil e Rússia."

Ainda segundo Pinheiro, "30% dos trabalhadores nos países em desenvolvimento estão na pobreza, ganhando menos de US$ 3,20 por dia."

A OIT também faz um alerta sobre empregos considerados "atípicos", como trabalhos temporários ou de meio período, incluindo também os subcontratados e os autônomos.

Mulheres

Pelos cálculos da agência da ONU, 1,4 bilhão de pessoas se encaixam nessas condições, sendo que o índice de empregados no setor "atípico" deve continuar em 42% em 2017.

Cerca de 80% dos trabalhadores nos países em desenvolvimento estão nessas condições, especialmente na Ásia e na África Subsaariana. O relatório da OIT também menciona desigualdades nas oportunidades de trabalho e a continuação do descontentamento social.

As mulheres no norte da África, por exemplo, têm o dobro das chances de ficarem desempregadas na comparação com os homens.

A OIT faz uma recomendação aos países: as políticas precisam focar nas barreiras ao crescimento econômico; fornecer estímulo fiscal e aumentar os investimentos públicos. Essas ações que podem ajudar a diminuir o desemprego global nos próximos dois anos e a médio prazo, reduzir temores de baixo crescimento.

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