OPINIÃO

Campanha da ONU nas redes sociais destaca ajuda humanitária

17/08/2015 13:17 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Divulgação

As Nações Unidas lançaram a campanha #ShareHumanity (ou "Compartilhe Humanidade") nas redes sociais. A ideia é que no mundo todo, as pessoas postem conteúdo relacionado à assistência humanitária.

A campanha está ligada ao Dia Mundial da Ação Humanitária celebrado em 19 de agosto. Várias personalidades já estão compartilhando no Twitter ou no Facebook histórias sobre pessoas afetadas pelas crises no Afeganistão, na Síria, no Sudão do Sul e em outros países.

Kaká

A campanha é apoiada pelo jogador de futebol brasileiro Kaká. Em sua conta no Twitter, Kaká está postando sobre assistência em comunidades remotas do Nepal e a entrega de comida feita pelo Programa Mundial de Alimentos.

Outras personalidades que apoiam a campanha são o empresário britânico Richard Branson, o pianista chinês Lang Lang e o cantor australiano Cody Simpson.

share humanity

#ShareHumanity

O Escritório da ONU para Coordenação de Assistência Humanitária, Ocha, pede que todos partilhem em suas redes sociais histórias sobre "resiliência, sobrevivência e esperança". Ao postar o conteúdo, o usuário deve usar a hashtag #ShareHumanity.

A ideia é aumentar a conscientização coletiva sobre as crises humanitárias e inspirar a solidariedade e o ativismo social. Segundo a ONU, 80 milhões de pessoas no mundo foram afetadas por desastres naturais, conflitos, fome e doenças e precisam de assistência. O total é o dobro do registrado há 10 anos.

Sérgio Vieira de Mello

O Dia Mundial da Ação Humanitária é celebrado todos os anos em 19 de agosto, em homenagem às vítimas do atentado contra o prédio da ONU em Bagdá. Foram 22 funcionários mortos no ataque ocorrido em 2003, incluindo o brasileiro Sergio Vieira de Mello, que era representante do secretário-geral no Iraque.

Próximo à data este ano, a Organização Mundial da Saúde, OMS, está chamando atenção a ataques contínuos a trabalhadores e instalações de saúde.

Apenas em 2014, a agência da ONU recebeu relatos de 372 ataques a profissionais de saúde em 32 países. Ações resultaram em 603 mortes, deixaram 958 feridos e incidentes semelhantes foram registrados este ano.

OMS

A diretora-geral da OMS afirmou que a agência está "comprometida em salvar vidas e reduzir o sofrimento em épocas de crise".

Margaret Chan declarou ainda que ataques a profissionais e instalações de saúde são "violações flagrantes ao direito humanitário internacional". Ela afirmou que trabalhadores de saúde têm uma "obrigação de tratar dos doentes e feridos sem discriminação" e que "todos as partes em conflito devem respeitar esta obrigação".

Profissionais de Saúde

Em uma nova iniciativa para homenagear profissionais de saúde, a OMS vai lançar uma plataforma online para reconhecer as ações de médicos, enfermeiros e outros trabalhadores.

A campanha digital #ThanksHealthHero, ou obrigado herói da saúde, em tradução livre busca prestar homenagem às ações de profissionais de saúde.

Ebola

Segundo a OMS, a campanha serve para chamar atenção às ameaças enfrentadas por profissionais de saúde e à necessidade de intensificar ações para protegê-los.

Na África Ocidental, dos 875 trabahadores de saúde infectados pelo ebola, 509 morreram.

No Iêmen, por exemplo, cinco trabalhadores de saúde foram mortos e 14 ficaram feridos em junho.

A agência também destacou relatos crescentes de ataques a instalações de saúde.

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