OPINIÃO

Camisa negra e gravata vermelha

22/01/2016 20:21 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Camisa negra, máscara no rosto e pedra na mão.

Gravata vermelha, barba no rosto e microfone na mão.

Inflama o grupo com grito de guerra, tira coquetel molotov da bolsa, joga na polícia.

Comove o sindicato com discurso, combina greve, avisa a polícia.

Polícia reage, tempo fecha, jovem perde dedo.

Trabalho volta, prensa fecha, jovem perde dedo.

Chama de fascista, agride quem discorda, pede por mais Estado.

Chama de golpista, persegue quem denuncia, atenta contra a República.

Outro protesto, recebe dinheiro, atrapalha a vida de quem quer trabalhar.

Outra greve, recebe dinheiro, atrapalha a vida de quem quer protestar.

Não é vandalismo, é pelo país, não uso, mas luto por quem usa.

Não é corrupção, é pelo país, não sou, mas luto por quem é.

Discurso revolucionário, dinheiro do governo, imprensa aplaude.

Discurso contra empresário, dinheiro de empreiteiro, imprensa protege.

Transforma rebeldia em defesa governista.

Transforma corrupção em método de governo.

São do meu movimento, militam comigo, mas são infiltrados, não sei de nada.

São do meu partido, indicados por mim, mas se desvirtuaram, não sei de nada.

A culpa é da polícia, repressão autoritária, intolerância burguesa.

A culpa é da justiça, investigação seletiva, perseguição política.

Massa de manobra, luta inócua, ideal vendido.

Manipulador, luta hipócrita, ideal bandido.

Para na cadeia, chora e esperneia, acaba a aventura.

Vai parar na prisão, berra sua narrativa, acaba com seu mito.

Fim. É o que esperamos para esses personagens.

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