OPINIÃO

2013-2014: Os anos utópicos da materialização das torcidas mineiras em seus próprios times

01/12/2014 09:32 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02
Luis Vera/STR via Getty Images
ASUNCION, PARAGUAY - JUL 17: Fans of Olimpia during the match between Olimpia and Atlético Mineiro as part of the first leg of the final of the Copa Bridgestone Libertadores 2013 at Defensores del Chaco Stadium on July 17 in Asuncion, Paraguay. (Photo by Luis Vera/LatinContent/Getty Images)

Começo dizendo que torcer não é escolher o time com mais títulos, torcer não é repetir incessantemente o currículo. Quem repete currículo é quem procura emprego. Torcer é escolher o time que você mais se identifica, apoiá-lo e viver o momento. Torcer é acompanhar o time que mais expressa suas próprias características, é se identificar com as cores e valores de uma agremiação, mesmo que esta não tenha um título sequer.

Se você concorda comigo, pode prosseguir com esse texto, pois ele foi feito pensando justamente nas pessoas que escolhem para quem torcer, e não nos simpatizantes.

Após a final da Copa do Brasil, os torcedores tanto do Clube Atlético Mineiro quanto do Cruzeiro puderam testemunhar duas temporadas históricas e de difícil sincronização. Isso por que os times foram a materialização das suas torcidas! Quando ocorreu na história do esporte algo similar? Duas equipes rivais da mesma cidade dominando o futebol e ainda com times que expressam perfeitamente a vontade de seus torcedores? Arrisco dizer: nunca!

Se eu pudesse definir os atleticanos: são aqueles que vivem o presente baseados na raça e vontade de vencer. Durante os jogos se emocionam constantemente e apoiam o time sempre em busca de superação. Na comemoração das vitórias o sentimento de alívio, o choro da felicidade que não demora a correr.

Se eu pudesse definir os cruzeirenses: são aqueles que vivem do resultado, baseados na contabilização de mais títulos para o currículo. Durante os jogos fazem julgamentos racionais e até aplaudem os jogadores adversários ou vaiam a própria equipe. Na comemoração das vitórias o sentimento é de dever cumprido, de melhoria dos números e indicadores.

É como se Cruzeiro fosse razão e o Galo emoção.

E conseguimos enxergar isso perfeitamente nos próprios times que montaram!

O galo possui um time que não aceita a derrota, não aceita o destino, tem raça e acredita até o fim, um time que encarna perfeitamente sua torcida. Já o time cruzeirense, possui impressionantes regularidade, estabilidade, banco de reservas e bom rendimento, novamente transparecendo os seus próprios torcedores!

2013-2014 foi um período histórico para ser observado no esporte, único período em que conseguimos ver dois times da mesma cidade personificando os desejos de seus próprios torcedores e levando os principais títulos do futebol. Coroados com uma final nacional.

E a mágica entra agora: ter ambos os times na ponta, ambos os times fortes, ambos os times representando suas torcidas é a máxima de uma competição, é torcer em pé de igualdade, é um presente que somente atleticanos e cruzeirenses poderão dizer: nós testemunhamos isso!

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