OPINIÃO

Debates presidenciais na CNI: falta educação

01/08/2014 15:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02
ED FERREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

No dia 30 de julho os 3 candidatos presidenciais debateram seus planos e ideias com empresários na CNI (Confederação Nacional da Indústria). De acordo com as notícias da imprensa e de observadores presentes, faltou detalhar o que pretendem para a área de educação. Esta ficou reduzida a platitudes.

A falta de pauta bem focada na educação na agenda empresarial é preocupante. Todos os indicadores econômicos mostram que na sociedade do conhecimento a educação é o investimento de maior retorno econômico para indivíduos e países. E também mostram que educação de maior qualidade está associada a maior nível de crescimento do PIB. Cada 50 pontos a mais no Pisa representa um incremento de 1% do PIB por ano.

Todo empresário sabe o que representa a educação de má qualidade na sua folha de pagamento e no seu balanço: custos adicionais de recrutamento, seleção, treinamento, retreinamento, retrabalho, refugo de produtos por falta de qualidade, perda de clientes, perda de mercados.

Diante de tamanha evidência sobre os benefícios da educação, o que explica o desinteresse dos empresários em detalhar o tema? Miopia? Oportunismo? Falta de convicção? Falta de idéias?

Como esperar que o país poderá melhorar a qualidade da educação se as empresas e seus líderes não se preocupam com o tema e não cobram dos candidatos à Presidência da República um compromisso vigoroso com medidas específicas para revolucionar a educação?

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