OPINIÃO

Temer e Pezão se refletem no espelho do fracasso

12/12/2016 12:37 -02 | Atualizado 12/12/2016 12:37 -02
Beto Barata/PR

Brasil e Rio, infelizmente, se assemelham em fracassos governamentais. O governo ilegítimo de Michel Temer é parecido em muitos aspectos com o governo de Luiz Fernando Pezão, no Rio. Ambos têm enfrentando suas crises com velhas receitas falidas na História, massacrando os mais pobres e destruindo horizontes. Dilaceram os trabalhadores com suas pílulas neoliberais de fim de direitos e aumento de contribuições. Temer e Pezão se refletem no espelho do fracasso.

Um, alçado ao poder num golpe execrável contra a democracia, é sustentado por lobos famintos em seus interesses nada republicanos. Sem voto, Temer tem mantido um governo voltado para rentistas, burocratas e uma elite conservadora. Ressuscita um projeto fracassado nas urnas tantas vezes e tenta, como um anão moral que é, fazer valer reformas que surrupiam direitos da população.

O mesmo acontece no Rio, onde a dupla Pezão e Dornelles tenta impor um pacote de maldades que suprime direitos sociais e tenta ampliar, de forma covarde, a contribuição de servidores ao Estado. Tentou acabar com o aluguel social, o bilhete único, renda jovem, entre outros. Sem transparência nas isenções fiscais e nos contrato de terceirização, falta de planejamento, além de denúncias de desvio de recursos no governo Sergio Cabral, fica cada vez mais obscura a fronteira para a população fluminense.

É muito mais fácil para eles apontar seus canhões para o trabalhador quando há muito dinheiro em dívidas de milionários ou várias empresas com seus impostos desonerados, a exemplo de joalherias (não é mesmo, Cabral?).

Esse tipo de covardia se repete na esfera nacional, com a proposta de Temer em triturar a aposentadoria dos brasileiros. E quem paga essa conta? Justamente os cidadãos mais jovens ou que estão prestes a se aposentar. Muitos contribuintes só conseguirão alcançar seu benefício com praticamente 70 anos.

Não haverá saída para o país ou o Estado do Rio se não houver esforço para tributar grandes fortunas, reformar o sistema tributário, incentivar a cadeia produtiva, o conteúdo nacional e cobrar as dívidas das empresas. Não basta cortar recursos através de PECs ou exigir mais dos servidores e aposentados. São saídas perversas.

Enquanto não houver uma agenda avançada e sensível socialmente, com altivez e coragem política para implementá-la, sustentada por governos eleitos, não teremos saídas justas para nossa gente.

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