OPINIÃO

100 ideias para mudar São Paulo antes da cidade morrer

08/02/2014 12:21 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:51 -02
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Cidades também morrem, pode acreditar. Faz pouco mais de 50 anos que a jornalista americana Jane Jacobs escreveu Morte e Vida das Grandes Cidades. Faz mais de 15 anos que este livro se tornou para mim uma espécie de guia. Recomendo sua leitura para todos -- mesmo sabendo que poucos o façam.

A arquitetura pode ser fascinante. Pessoas viajam para ver de perto o Taj Mahal, o Palácio de Versalhes, a Casa Batlló ou o Empire State Building. O urbanismo é um tema um tantinho mais distante. Menos compreendido e difundido. Dizem que é coisa para políticos, engenheiros e -- obviamente -- para urbanistas. Adoro discordar desta afirmação. Prédios, monumentos e palácios individualmente celebrados ganham em importância quando conseguem dialogar com a cidade onde estão.

Sou paulistano, a maternidade em que nasci fica a poucos metros da avenida Paulista. Apesar do título deste texto, sou otimista quanto ao futuro de São Paulo. Uma cidade tão populosa só pode reunir milhares de cabeças pensantes. Muita gente que imagina e que faz. São os pensantes e fazedores que são capazes de transformar os rumos de um lugar. Os outros, em geral, ficam no sofá vendo televisão.

Pensar o novo urbanismo e, particularmente, na cidade em que moro é mais que um passatempo, é como se fosse uma segunda profissão. Profissão não remunerada e sem muitos resultados fora muita pesquisa e algumas discussões com amigos e familiares. Acredito que isso pode ser mudado aqui neste espaço.

Como redator publicitário, vivo de criar e de ter ideias. São Paulo pode morrer de asfixia ou atropelada na faixa de pedestres ou de tiro em rua escura, mas não vai morrer por falta de ideias. Pretendo reunir aqui uma centena delas. Das mais utópicas às mais práticas. Das soluções grandiosas e custosas às mais locais e baratinhas.

Fica aqui o convite para ler, participar, compartilhar e discordar toda semana. A ideia é buscar uma cidade mais feliz. Como disse certa vez o ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, "Talvez não sejamos capazes de consertar a economia. Talvez jamais seremos tão ricos quanto os americanos. Mas podemos planejar uma cidade que ofereça dignidade para as pessoas, que as façam sentir mais ricas. Uma cidade pode tornar seus habitantes mais felizes."