OPINIÃO

O melhor e o pior da TV brasileira em 2015

31/12/2015 11:56 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

televisao

Bela cena de Sete Vidas e participação de Mara Maravilha em A Fazenda

Para os amantes da TV, 2015 foi um ano bem agitado. As séries, novelas e programas nunca foram tão comentados nas redes sociais, para o bem e para o mal.

Por isso, o HuffPost Brasil relembra cinco boas atrações da TV e cinco ruins que marcaram o ano:

O melhor de 2015:

Felizes para Sempre? - O ano já começou bombando com uma minissérie daquelas que prendem o telespectador do início ao fim. Em janeiro, estreou na Globo, Felizes para Sempre?, de Angela Carneiro, Denise Bandeira e Márcia Prates. A história contava o dilema de cinco casais de uma mesma família. Bem amarrado, o enredo, que poderia confundir o telespectador, fez sucesso nas redes sociais. As cenas de nudez de Paolla Oliveira marcaram a trama. Afinal, quem não se lembra da atriz caminhando em direção à janela do quarto apenas de fio-dental? Vale a curiosidade: a repercussão da cena foi tamanha que "Paolla Oliveira" foi o termo mais procurado no Google no Brasil, no dia 29 de janeiro. Felizes para Sempre? teve boa audiência para o horário, marcando, em média, 17 pontos.

Lucky Ladies - Nem Big Brother, nem A Fazenda. O melhor reality do ano esteve na TV fechada. Exibido pelo Fox Life, Lucky Ladies foi uma grata surpresa. O reality consistia em confinar cinco cantoras de funk em uma cobertura em Copacabana. Tati Quebra Barraco era a líder e tinha por objetivo treinar as garotas para um show. Não houve eliminações nem prêmios. O programa mostrou um lado diferente das funkeiras e apresentou histórias emocionantes de cada uma delas.

Sete Vidas- Que novela linda! A trama de Licia Manzo fugiu das histórias convencionais das novelas e conquistou o público desde o começo. Não havia vilões tentando separar o casal de mocinhos, e isso não fez nenhuma falta. A história dos irmãos, filhos de um mesmo doador, foi contada em cem capítulos, um mais lindo e bem feito que o outro, e deixou saudade. A média geral da trama ficou em 19 pontos, superando a antecessora Boogie Oogie.

Verdades Secretas - A novela das 23h da Globo também foi um sucesso. Talvez o maior da emissora em 2015. Contando a história de Angel (Camila Queiroz), vários assuntos repercutiram dentro da trama, como a questão do book rosa em agência de modelos e a dependência química. O destaque fica por conta das atuações de Marieta Severo e Grazi Massafera. A história de Walcyr Carrasco registrou no último capítulo média de 27 pontos.

Masterchef Júnior - Após sucesso inegável da versão adulta, a Band lançou neste ano o Masterchef Junior. No início, houve certa tensão por parte dos telespectadores por conta das crianças usarem facas e mexerem no fogão etc; mas, no final das contas, todos ficaram mesmo é espantados com a criatividade dos pequenos na cozinha. Na estreia, o programa triplicou a audiência do canal, marcando 6,1 pontos.

O pior de 2015

A Fazenda - A primeira edição do reality da Record após a "era Britto Júnior" fracassou. O programa, que este ano contou com a apresentação de Roberto Justus, não fez tanto sucesso como os anteriores. Justus não agradou ao público com seu modo "robotizado" de apresentar a atração. Os fazendeiros também não ajudavam muito. A única que se destacou foi Mara Maravilha, mas, no fim, quem levou o prêmio foi Douglas Sampaio. Embora pobre em relação aos participantes, a audiência agradou à emissora. A final chegou a 12 pontos.

Pânico na Band - Desde que trocou a RedeTV pela TV Bandeirantes, o Pânico é só "ladeira abaixo". Foi perdendo a identidade aos poucos e os quadros e imitações perderam a graça. Perder o comediante Ceará (que acertou com o Multishow) só fez piorar o que já estava muito ruim. E o apelo ao mostrar mulheres seminuas não está funcionando. Para "coroar" o ano, o Pânico foi banido da Comic Con após um "humorista" do programa lamber uma participante.

CQC - Outro humorístico da Band, o CQC também sofreu sua crise de identidade em 2015. Após a saída do apresentador Marcelo Tas (que assinou com o GNT), Dan Stulbach assumiu a bancada ao lado de Marco Luque e Rafael Cortez. Não deu liga! Nada conversado na bancada parecia natural como outrora. As reportagens de Juliano Dip foram um dos poucos pontos positivos - talvez o único - que sobressaíram em um ano ruim, que culminou com o término da atração.

The Voice Brasil - A quarta temporada do reality show musical da Globo também não agradou como nos anos anteriores. Nas redes sociais, o público criticava alguns candidatos bons que foram eliminados. A final do programa, exibida este ano no Natal, marcou 19 pontos.

Tomara que Caia - Vendido para o público como um "game humorístico", definitivamente foi o maior fracasso da televisão em 2015. A atração, que dizia fazer humor no improviso, não cumpria o prometido. Era nítido que o programa era roteirizado e os games (participação do público) também não funcionavam. A atração, contudo, ganhou sobrevida com as participações (divertidas) de Monica Iozzi e Ceará.

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